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Síndrome de Burnout prejudica a carreira de atletas, treinadores e equipe técnica quando não diagnosticada e tratada adequadamente...

Psicologia do Esporte: síndrome de burnout no esporte…

Burnout é uma síndrome multidimensional, e enquanto tal, um conjunto de sintomas proveniente de esgotamento do indivíduo, ocorrendo perda de energia física e mental, exaustão, fadiga, desânimo, desistência dos objetivos e afins, geralmente proveniente de grandes cargas de pressão interna e externa sofridas por longo período de tempo, com pouca resistência sobre tal ou em associação a demais problemas que ocorrem na vida do sujeito.

Pessoas que exigem muito de si mesmos ou pessoas que querem realmente se dedicar e conquistar os melhores resultados, podem ser acometidas por esta síndrome, não podendo ser vista como vergonha tal diagnóstico, pois ele não é acometido por pessoas indiferentes, mas geralmente por quem quer fazer a diferença de fato.

Pode ser originada por uma exigência, não somente externa, mas do próprio indivíduo sobre si mesmo diante de aspiração em alcançar objetivos grandiosos demais para si em determinado momento, e em caráter imediatista, como também por pressão da sociedade e família, relacionamento dificultoso com a equipe técnica e com demais atletas, ou até mesmo pela mídia e torcida em desarmonia.

Problemas de postura do treinador, treinamentos repetitivos e monótonos, competitividade entre o grupo de atletas afins, competição exagerada, busca por perfeição a todo custo, consciência dos limites das próprias habilidades esportivas que não consegue suplantá-las, decepção diante dos resultados esperados por terceiros e por si mesmo, problemas de ordem financeira, falta de reconhecimento profissional, descrença da família e demais sobre a capacidade do atleta, falta de apoio familiar, sexualidade confusa ou descontrolada ou ainda insatisfação sexual, uso de entorpecentes e drogas lícitas que corroboram com a queda de rendimento esperado, gerando frustração que não consegue lidar adequadamente, sentimento ou realidade de isolamento diante do grupo, fazendo com que não se sinta pertencente ou de grande importância para o mesmo, falta de perspectiva de crescimento no clube a que pertence, etc.

Além do clássico quadro de exaustão emocional, ocorre um processo de despersonalização e de perda de realização pessoal, que muitas vezes acarreta no rompimento do trabalho ou desistência total dele pela baixa crença de superação, além de um estado de apatia ou de agressividade oscilante e sobre aspectos fúteis, quando não culpa terceiros por sua situação e desistência.

Várias são as manifestações decorrentes desta síndrome, como: sonolência constante ou não conseguir dormir; indiferença ou inquietude constante; sentimento de impotência ou cansaço; depressão; isolamento; ataques de fúria; descontrole emocional constante; necessidade de se colocar como o melhor de todos; não saber mais o que quer da vida; perda de objetivos que antes eram tão certeiros e claros; não conseguir lidar positivamente com frustração ou com reprimendas ou críticas; sexualidade à flor da pele, apelando para práticas abusivas ou perigosas, ate a apatia diante do sexo ou confusão sobre suas próprias questões sexuais, além de possível perda do desejo sexual ou dificuldade em ejacular ou ejacular precocemente; abuso de drogas licitas ou uso de ilícitas; necessidade de companhia por estado de carência e insegurança ou isolamento total; perda total de motivação mesmo diante de bons resultados; não acreditar mais no próprio potencial; perda do prazer sobre coisas que mais sentia prazer até então, etc.

O ser humano precisa ter autonomia, ter relações humanas saudáveis e nível adequado de competência para alcançar os objetivos que projetam, e esta trindade é prejudicada pela síndrome de burnout, e precisa o seu detentor buscar ajuda ou ser orientado a tal, quando não percebe estar acometido desta síndrome, pois naturalizou tais comportamentos ruins.

O tratamento é prolongado geralmente, pois ele estende a várias dimensões do ser humano, bem como é preciso um trabalho de fortalecimento para que não ocorra uma recaída durante ou pós-tratamento, que pode ser pior do que a anterior.

Muitos atletas, bem como treinadores, acabam desistindo das carreiras por acreditarem não terem potencial para tal, por perderem a crença em si mesmo diante da distorção conceitual de si mesmo que tal síndrome promove neles, até mesmo por não se perceberem adoentados por ela, acreditando que faz parte das próprias limitações naturais deles.

Eis mais um exemplo prático do quando, qualquer time de futebol profissional de fato, deve ter em sua equipe um profissional da psicologia do esporte, formado em psicologia e especializado na área tal, e muito bem remunerado, e não um mero gestor motivacional que só maquia um trabalho sério que não sabe fazer.

O psicólogo do esporte, além de trabalhar com controle e tratamento, opera principalmente na questão preventiva, numa tentativa de evitar o adoecimento dos atletas, treinadores e equipe técnica, para que cada qual esteja apta a dar o melhor de si diante suas potencialidades.

Nenhum time de futebol, como atleta de ponta, pode realmente ser considerado profissional e competitivo neste século 21, se não tiver em sua equipe um psicólogo de esporte muito bem preparado, e não existe quem possa substituir este profissional nos demais integrantes da equipe técnica, sendo isso amadorismo e falta de responsabilidade pelo trabalho sério que deve ser produzido no esporte competitivo do atual século.

(conteúdo trabalhado em minha palestra ESPORTE & PSICOLOGIA: um casamento perfeito e necessário)

by Carlos Alberto Hang, psicólogo, coach e jornalista (SC03991)

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About Carlos Alberto Hang

Carlos Alberto Hang
CARLOS ALBERTO HANG: Escritor e jornalista (03991/SC) também com formação em Psicologia, Filosofia, História, Teologia, Psicopedagogia, Letras e Literatura, Gestão de Pessoas, Gestão de Marketing, Gestão Ambiental, Psicologia do Esporte, Psicanálise, Psicologia Clínica e Comportamental, Nutrição Clínica e Funcional, Coaching, Recursos Humanos,Jornalismo Digital, Logística, Adm. De Hotéis, Relações Internacionais, Promoção de Saúde e Prevenção de Drogas, Gestão na Administração Pública, Técnico de Segurança do Trabalho, Piano, Linguagem Musical, História da Música, Gastronomia, Inglês, Italiano e Espanhol, é Embaixador pela Cercle Universel des //Ambassadeurs de la Paix (Genebra/Suíça), é Cônsul de Joinville - Instituto Internacional Poetas del Mundo, detentor do Oscar Brasileiro by Grupo Jornalístico Ronaldo Côrtes de São Paulo e membro honorário imortal da Academia de Ciências, Letras e Artes de MG na cadeira 148. Instagram: @carlosalbertohang Twitter: @hangjornalista FACEBOOK: @opiniaodeumlivrepensadorbyHANG. Só permitida a veiculação ou uso do texto acima mediante a nomeação do jornalista e autor do mesmo.
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