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A sessão de julgamento durou 11 horas.

Dupla é condenada a mais de 40 anos de prisão por morte de Jovem em Boate

O Tribunal do Júri da Comarca de Joinville, através do Conselho de Sentença (formado por 7 jurados) condenou, nesta quinta-feira (22), Roberto Silveira e Douglas Guilherme Bento, por homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado e lesão corporal. A pena foi fixada em 41 anos de reclusão em regime inicial fechado. A sessão de julgamento durou 11 horas.

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Juliana Cidral foi atingida por disparos ao sair para área de fumantes no interior da boate Meet.
Amiga e três seguranças do estabelecimento ficaram feridos em tiroteio. O crime ocorreu na madrugada do dia 27 de março de 2016.

Denúncia

Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), um jovem esbarrou em outro rapaz dentro da boate Meet, localizada na rua João Pessoa, no bairro América.. Este esbarrão gerou uma discussão verbal entre a vítima e um dos réus. Neste momento, o réu teria contactado seus amigos solicitando um “resgate”. Depois de um tempo, três homens apareceram para ajudar.

Conforme o MP, com o propósito de ceifar a vida do rapaz (que esbarrou dentro da boate), o grupo posicionou-se nas imediações de uma rua lateral. Três deles atraíram a vítima até a rua lateral e, neste momento, atiraram contra a vítima em via pública. Após os disparos, a vítima correu em direção à boate e, na fuga, foi atingida pelas costas, sofrendo lesões. O rapaz sobreviveu em decorrência do atendimento imediato prestado.

Ainda de acordo com a denúncia, o motivo propulsor dos crimes de homicídio e tentativa de homicídio foi fútil, porque os acusados agiram por motivo banal e desproporcional, por ter ficado inconformado com uma briga originada de um esbarrão acidental provocado pela vítima no interior do estabelecimento.

Além disso, conforme a pronúncia, o crime foi praticado por meio que resultou em perigo comum à vida e à integridade física de um número indeterminado de pessoas. Os disparos foram efetuados em frente a uma casa noturna, onde existiam várias pessoas reunidas próximas à linha de tiro no momento do crime.

Outra informação que consta no processo é que o crime foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, porque além da superioridade númerica de agentes, onde a vítima encontrava-se desarmada, em plena via pública, surpreendendo-a.

Ao atirarem no rapaz (do esbarrão), atingiram uma garota que veio a falecer. O MP considera que o grupo assumiu o risco de produzir o resultado morte, revelado pela circunstância de terem efetuado os disparos de arma de fogo em local habitado e no momento em que a vítima estava no raio de mira deles. Além da garota, outras três pessoas foram atingidas pelos disparos. Todas foram encaminhadas à unidade hospitalar para atendimento.

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