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Morre médico brasileiro que testava vacina de Oxford

Morre médico brasileiro que testava vacina de Oxford

O médico João Pedro R. Feitosa, 28 anos, que participava dos testes da vacina de Oxford e morreu na semana passada, no dia 15 de outubro, em decorrência de complicações da Covid-19, se formou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no ano passado.

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“A Reitoria da UFRJ — juntamente com toda a comunidade universitária — presta sinceras condolências aos familiares e amigos do nosso ex-aluno em meio a esse momento de tristeza que ceifou a vida do João, que havia acabado de se diplomar e não poupou esforços para atuar no enfrentamento da pandemia de covid-19 que já acumula mais de 40 milhões de casos no mundo”, diz, em nota, a universidade.

Até o momento, aproximadamente 8 mil voluntários participaram de testes da vacina no Brasil. O estudo é randomizado e cego, ou seja, metade dos voluntários recebe o imunizante produzido por Oxford e a outra metade, não. Os participantes não sabem se receberam ou não a dose da vacina e não foi divulgado qual substância o médico recebeu.

Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou hoje (21) a morte de um voluntário nos testes da vacina de Oxford no Brasil. A Anvisa foi informada do falecimento no último dia 19. Segundo a Agência, uma investigação foi realizada pelo Comitê Internacional de Avaliação de Segurança, que sugeriu o prosseguimento do estudo.

A Anvisa informou que o processo segue em avaliação. “Com base nos compromissos de confidencialidade e ética previstos no protocolo, as agências reguladoras envolvidas recebem dados parciais referentes à investigação realizada por esse comitê, que sugeriu pelo prosseguimento do estudo. Assim, o processo permanece em avaliação”, diz, em nota.

A Anvisa não confirma a identidade do voluntário e diz que os dados sobre voluntários de pesquisas clínicas devem ser mantidos em sigilo, seguindo regulamentos nacionais e internacionais de Boas Práticas Clínicas. “A Anvisa está comprometida a cumprir esses regulamentos, de forma a assegurar a privacidade dos voluntários e também a confiabilidade do país para a execução de estudos de tamanha relevância”, informa a nota.

Continuidade do estudo
Responsável pelo estudo no Rio de Janeiro, o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor) diz, também em nota, que análises rigorosas dos dados colhidos até o momento “não trouxeram qualquer dúvida com relação a segurança do estudo, recomendando-se sua continuidade”.

O Instituto afirma que, após a inclusão de mais de 20 mil participantes nos testes ao redor do mundo, todas as condições médicas registradas foram cuidadosamente avaliadas pelo comitê independente de segurança, pelas equipes de investigadores e autoridades regulatórias locais e internacionais.

A vacina desenvolvida pela AstraZeneca, em parceira com a Universidade de Oxford, é tida pelo governo brasileiro como uma das principais apostas para a imunização contra o covid-19 no país. No mês passado a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) assinou o contrato de Encomenda Tecnológica (Etec) com a AstraZeneca.

A Etec garante ao Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) o acesso a 100,4 milhões de doses do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para o processamento final (formulação, envase, rotulagem e embalagem) e controle de qualidade, ao mesmo tempo em que garante à Fiocruz a transferência total da tecnologia.

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