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Os eventos estão suspensos desde março. / Divulgação / AJ

Deputados debatem retorno dos eventos no Estado

As imagens de aglomerações em praias, ruas e restaurantes foram motivo de debate durante a sessão de quarta-feira (14) da Assembleia Legislativa.

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“O governo editou portaria dizendo que eventos sociais no laranja e no amarelo podem, mas eventos pagos só no azul. A praia do Rosa, que tá laranja, não poderia, mas que bom (que aglomera), minha crítica é por que eventos pagos não podem? Será que festa no meio da rua pode? Restaurante pode, balada não pode, mas se a balada virou restaurante para abrir, daí pode. Quanto mais você abre, menos pessoas se contaminam e menos pessoas morrem”, defendeu Jessé Lopes (PSL).

Sargento Lima (PSL) concordou com o colega e contou que o lockdown de Wuhan, na China, não foi decretado para conter o coronavírus, mas para frear a sublevação contra o fechamento de mercados.

“Tinham medo de morrer se saíssem de casa, não de Covid, mas da bala dos camaradas. Daí a Organização Mundial de Saúde (OMS) desenvolveu a teoria de que se tudo mundo ficasse em casa, ia funcionar”, explicou o representante da Manchester barriga verde, crítico contumaz da quarentena.

Carlos Humberto (PL) concordou em parte com os representantes do PSL.

“Em Santa Catarina fizemos sim, e temos de fazer este adendo, um trabalho relevante, porque comparado a outros estados, estamos melhor, se dá para usar a palavra, mas isso não quer dizer que seja perfeito e que não tenhamos correção por fazer”, ponderou o representante de Balneário Camboriú.

Para Humberto, o governo deveria promover o retorno do ensino infantil e dos eventos.

“O ensino infantil pode muito bem acontecer. Mesma coisa são os eventos, não é possível ver imagens todos os dias, acabei de almoçar em um restaurante cheio, claro dentro das normas, por que não pode um casamento? São 900 mil catarinenses que vivem do setor de eventos e já tivemos três mil demissões no ensino infantil”, advertiu Humberto.

Maurício Eskudlark (PL) também defendeu o retorno dos eventos.

“Os eventos foram suspensos desde março, eventos com seis meses, um ano de programação, como casamentos. O estado tem sido omisso na liberação de eventos, esperamos que analise a situação e revogue o decreto que está em vigor, porque tem sido diariamente desrespeitado”, discursou Eskudlark, que criticou a relação das cores com o número de UTIs disponíveis para Covid nas regiões.

Já Neodi Saretta (PT), presidente da Comissão de Saúde, viu com outros olhos as imagens de aglomerações estado afora.

“Fiquei preocupado com as cenas do feriadão, o patamar de óbitos e o número de casos são preocupantes, em uma semana fomos de seis mil para oito mil casos ativos, isso pode agravar a classificação de regiões e impedir a volta às aulas”, avaliou Saretta, que defendeu o uso de campanhas de conscientização “para que a população possa compreender e fazer sua parte”.

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