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PSICOLOGIA DO ESPORTE: o potencial de ação do atleta

Em entrevista ou triagem de atletas, uma das questões que faço é se o candidato, ou já integrante do clube, preferiria ser o pior atleta de um time vencedor, ou o melhor de um time perdedor. Ao responder, e ainda mais quando justifica sua resposta, podemos conhecer um muito de seu perfil, mas sendo um ponto bem relevante para o sucesso, não somente do clube que ele representa, mas da própria carreira do mesmo.

Às vezes culpam o fracasso ou falhas por conta de terceiros, falta de oportunidades, perseguição, ou até a má sorte, mas grande parte disso tudo é delineado pela estrutura psíquica do ser humano por trás do simples atleta, e não existe técnica ou treino suficiente para suplantar uma mentalidade programada para a mediocridade ou até mesmo o fracasso, por mais que se esforce fisicamente e se dedique de fato, e ainda por mais talento que realmente seja detentor.

Décadas atrás, e ainda muito operante no Brasil, temos a falta de percepção da importância ímpar do trabalho da psicologia no esporte, principalmente por parte de técnicos e dirigentes de clubes de futebol, lutadores, nadadores, corredores, ginastas e etc.

Antes da psicologia do esporte, se acreditava que bastava um bom técnico, incentivo financeiro e muito treino e dedicação do jogador que apresentasse talento, para proporcionar uma carreira de sucesso ao mesmo ou vitórias esperadas ao clube, sendo um verdadeiro sistema de roleta russa e entrega a própria sorte, sendo esta mentalidade considerada de caráter amadorista na atualidade, mesmo que imperante no seio esportivo ainda no país, pelo atraso em que se encontra diante de países desenvolvidos que investem alto nos profissionais da psicologia para atuarem diretamente com os atletas e até grupo técnico deles.

Como o rei do vôlei brasileiro confirma em suas palestras, 70% do sucesso do jogador é devido ao psicológico do mesmo, e o restante é preparo físico, treinamento e talento. Claro que os 70% é uma maneira de dizer de que nada adianta ter o melhor técnico, treinamentos pesados e estratégicos, muito talento e apoio de todos, se a estrutura psíquica do jogador não consegue colocar todo seu potencial a prova, e muitos até já são muito bons atuando, mesmo tendo problemas de ordem psicológica, mas se fossem trabalhadas estas questões, seriam ainda muito melhores.

O clube ou time e o esportista que nega a necessidade e não investe na ferramenta da psicologia, está fadado a limitada ação diante de seu potencial que poderia vir a apresentar, se não a mediocridade. (conteúdo trabalhado em minha palestra ESPORTE & PSICOLOGIA: um casamento perfeito e necessário)

(by Carlos Alberto Hang, jornalista (03991SC), psicólogo, coach e escritor.

 

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About Carlos Alberto Hang

Carlos Alberto Hang
CARLOS ALBERTO HANG: Escritor e jornalista (03991/SC) também com formação em Psicologia, Filosofia, História, Teologia, Psicopedagogia, Letras e Literatura, Gestão de Pessoas, Gestão de Marketing, Gestão Ambiental, Psicologia do Esporte, Psicanálise, Psicologia Clínica e Comportamental, Nutrição Clínica e Funcional, Coaching, Recursos Humanos,Jornalismo Digital, Logística, Adm. De Hotéis, Relações Internacionais, Promoção de Saúde e Prevenção de Drogas, Gestão na Administração Pública, Técnico de Segurança do Trabalho, Piano, Linguagem Musical, História da Música, Gastronomia, Inglês, Italiano e Espanhol, é Embaixador pela Cercle Universel des //Ambassadeurs de la Paix (Genebra/Suíça), é Cônsul de Joinville - Instituto Internacional Poetas del Mundo, detentor do Oscar Brasileiro by Grupo Jornalístico Ronaldo Côrtes de São Paulo e membro honorário imortal da Academia de Ciências, Letras e Artes de MG na cadeira 148. Instagram: @carlosalbertohang Twitter: @hangjornalista FACEBOOK: @opiniaodeumlivrepensadorbyHANG. Só permitida a veiculação ou uso do texto acima mediante a nomeação do jornalista e autor do mesmo.
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