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Plano 15: veja o que saiu ou não do papel na área da Cultura

O Aconteceu em Joinville está revisitando o Plano 15, do Prefeito Udo Döhler, para saber quais promessas de campanha foram, ou não, cumpridas. Às vésperas de novas eleições municipais, o objetivo é traçar um panorama e saber quais devem ser os desafios do futuro administrador da cidade, desta vez na área Cultural.

Museu Nacional de Imigração e Colonização

O eixo de Cultura do Plano 15 trazia várias ações voltadas aos museus. Uma das prioridades era o restauro e ampliação do Museu Nacional de Imigração e Colonização, completamente fechado para a visitação desde fevereiro de 2018, e que já aguardava a execução de um projeto de revitalização, que já estava pronto em 2015.

Quanto a esse compromisso de governo, a Prefeitura informa que o Museu de Imigração e Colonização está em obras. A ordem de serviço foi assinada em novembro de 2019, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que destinou R$ 2,6 milhões para executar o projeto de 2015, de restauro da casa principal, conhecida como Palácio dos Príncipes, bem como a construção de um anexo que abrigará a reserva técnica e a área administrativa do museu. A reforma está sendo custeada pelo Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD) e a duração prevista para a obra é de dez meses, portanto, prevista para ser concluída em outubro de 2021.

Museu Arqueológico do Sambaqui de Joinville

Outra unidade que está em obras de melhorias na estrutura, de acordo com a Prefeitura, é o Museu Arqueológico do Sambaqui de Joinville (MASJ). Estava prevista no Plano 15 a busca por recursos para revitalizar e ampliar as instalações, e esse anúncio veio em outubro de 2019, quando a Amunesc entregou o anteprojeto arquitetônico referente à obra de melhoria e ampliação do museu. Na época, a prefeitura já contava com os recursos para as obras.

Um total de R$ 1,25 milhão de reais foi destinado pelo Instituto Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) referente a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). 

O projeto (imagem acima) prevê a criação de área para a reserva técnica, onde será guardado o acervo, que conta ao todo com 45 mil artefatos que evidenciam a cultura e o estilo de vida do povo sambaquiano. Também, está prevista a construção de dois laboratórios (seco e molhado), área administrativa e técnica (setor educativo, de museologia e de arqueologia) e salas para a secretaria e para a coordenação, além da construção de uma sala de reuniões com capacidade para 12 pessoas.

Modernização dos museus

Em nota, quando questionada sobre outra proposta também prevista no plano que previa tornar museus mais modernos, melhorando suas exposições e comunicação, a atual administração ressaltou, em nota, que o Museu de Arte de Joinville (MAJ) está com uma nova estrutura de acomodações do acervo. Mas, quem visita os museus da cidade hoje não percebe inovações tecnológicas e ações que permitam uma maior interatividade, por exemplo.

Projetos que ainda dependem de recursos

Três ações que também estavam presentes do plano de governo do prefeito, mas ainda não saíram do papel são: a criação de uma companhia municipal de dança, o fortalecimento da Orquestra Cidade de Joinville e a Implantação do PIÁ (Programa de Iniciação Artística) com a contratação de instrutores para cursos artísticos nas áreas de música, dança, teatro, circo, artes visuais, entre outras modalidades. De acordo com a administração municipal, a implantação destas ações está na dependência de recursos.

Já quanto à outra promessa de governo, de criação de uma Casa da Cultura na Zona Sul,  a resposta é que o “projeto não foi executado de forma física, mas foram levadas ações da Casa da Cultura para a região”.

SIMDEC e ações para promover mais acesso à Cultura

Uma reivindicação da classe artística da cidade, que estava prevista no Plano 15, era: “fortalecer o SIMDEC (Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura), ampliando sua presença nas escolas e nos bairros, popularizando o acesso aos recursos e aumentando o público beneficiado”. Quanto a esse quesito, a resposta da prefeitura é de que o “Simdec teve que passar por adequações para se adaptar a novas exigências legais. O incentivo continua sendo o principal fomentador de apoio cultural”.

Com relação à implementação do Plano Municipal de Acessibilidade na Cultura e ações para fomentar a economia criativa, em atuação conjunta com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a Prefeitura respondeu em nota que: “foram desenvolvidas ações para incentivo a projetos de estímulo para a venda de produtos, como a manutenção da Feira do Príncipe, expansão das Feiras nos Bairros, criação das Feira Dona Francisca”.

Outra iniciativa prevista no plano era a realização do Festival de Cultura Popular de Joinville. A resposta, por meio da assessoria de comunicação da Prefeitura, é que “a ação não foi realizada desta forma. O que é realizado é o festival de dança escolar”.

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