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Conheça o pré-candidato do partido NOVO à Prefeitura de Joinville: Adriano Bornschein Silva

O pré-candidato do partido NOVO a prefeito de Joinville é Adriano Bornschein Silva, conhecido por ser o presidente da Catarinense Pharma (antigo Laboratório Catarinense, fundado pela família) e também pela atuação como socorrista no Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville. Seu partido optou por uma chapa pura, e contará com jornalista Rejane Gambin como candidata a vice; chapa essa que deve ser oficializada na convenção do partido, que já tem data definida. 

Considerando o novo calendário de eleições municipais 2020, o período determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para realização das convenções partidárias, também mudou, e será de 31 de agosto a 16 de setembro.E o Partido NOVO de Joinville optou pela primeira data disponível para a sua convenção e de forma online, confirmando o evento para 31 de agosto, às 20 horas.

Aos 42 anos de idade, Adriano Bornschein Silva almeja o cargo de prefeito da maior cidade de Santa Catarina porque acredita que seu perfil de liderança, aliado ao seu engajamento em questões sociais, podem contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas na cidade onde nasceu e cresceu. Além disso, ressalta os ideais do partido, que propõe uma nova política. Saiba mais sobre o perfil do candidato e confira uma entrevista exclusiva com algumas de suas ideiais para áreas como Saúde, Educação, Segurança e Mobilidade.


Saiba mais sobre o pré-candidato

Adriano Bornschein Silva, é formado em Administração de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo. Bisneto do fundador do Laboratório Catarinense, começou na empresa como assistente de marketing e foi crescendo profissionalmente. Foi diretor comercial e marketing de 2003 a 2011, vice-presidente a partir de 2011, e assumiu a presidência em 2013, cargo que ocupa até hoje.

Em parceria com entidades de Joinville e Santa Catarina e dezenas de voluntários, Adriano liderou a criação da Central Solidária e mobilizou pessoas em todo o país para doação de roupas e alimentos, nas grandes enchentes de 2008 e 2011. A iniciativa tornou-se referência nacional e já foi replicada em eventos climáticos de outras regiões, como no Rio de Janeiro.

O sucesso da operação resultou na criação da Força Empresarial para Emergências (FEE), uma ONG de atuação nacional que o Adriano preside. Em 2005, Adriano ingressou como voluntário no Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville. Atuou na brigada de incêndio da corporação, foi coordenador dos bombeiros mirins e formou-se em primeiros socorros para desempenhar o papel de socorrista. Até hoje é voluntário e faz plantão semanal de socorrista do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville. Casado com Bianca, é pai de dois filhos. 

Confira a entrevista:

 

Ideias para melhorar a mobilidade urbana

Adriano Bornschein Silva – Essa é uma atividade que precisa ser bem pensada na cidade, pois a maioria das pessoas mora na zona Sul e precisa se deslocar para trabalhar na zona Norte, onde estão concentradas grande parte das empresas. Fortalecer os corredores do ônibus e criar incentivos ao uso do transporte público é uma opção interessante para uma cidade com as características de Joinville. Além disso, existem opções de micro transporte entre os bairros e linhas diretas entre terminais que agilizariam o deslocamento e poderiam ser avaliadas e testadas.

Projetos neste setor são muito caros e tem risco de não ter consumidores suficiente, por isso são muito importantes o planejamento e o apoio do poder público para tornar possível.

Temos nas concessões e nos Projetos Público Privado de metrôs alguns exemplos de sucesso parcial, principalmente pela dificuldade em que o investimento seja feito totalmente pelas empresas privadas sem apoio do governo.

Assim como ocorre com as ferrovias, o setor de mobilidade urbana também necessita de uma nova legislação que flexibilize, facilite, mas permita regular, os investimentos de recursos em parceria com setor privado para que os projetos atinjam atratividade mínima para ser viáveis.

 Na área da Saúde, foco em prevenção e mais investimentos do Governo do Estado 

Adriano Bornschein Silva – Primeiro é importante entender que saúde não é apenas tratar, mas também prevenir. Um caminho é a integração da Secretaria da Saúde com outras secretarias como educação, esporte e infraestrutura a favor da qualidade de vida do cidadão.

Por outro lado, nós precisamos ser muito sinceros e honestos com a população. Hoje, Joinville gasta muito em saúde. Mais de 30% da nossa receita. O que deixa a cidade sem condições de fazer investimentos em outras áreas. Isso precisa ser equalizado.

Sem falar que por ser uma cidade referência, acabamos assumindo e atendendo casos de diversas cidades de Santa Catarina, com muito pouco ou nenhum apoio do Estado.

Então, para falar em novo hospital, primeiro precisamos de mais atuação de nossos deputados estaduais defendendo nossa cidade e trazendo recursos. Mas não recursos pontuais. Recursos permanentes.

Ou, outro caminho é tornar as estruturas de saúde mais ágeis e uma gestão terceirizada pode ser interessante. Olhar para o modelo de administração do Hospital Infantil de Joinville mostra que uma gestão terceirizada trouxe mais eficiência, um serviço de saúde de qualidade e rapidez no atendimento. Claro que, fazer isso em um hospital novo foi mais fácil, mas é um modelo que poderia ser adaptado a outros hospitais e serviços para que mais pessoas pudessem ser atendidas de forma mais rápida.

Mas não existe mágica. É preciso ideias novas e buscar por novas alternativas.

Educação Infantil como prioridade 

Adriano Bornschein Silva – A ampliação de vagas na Educação Infantil deve ser olhada como uma questão prioritária em qualquer cidade.

Enquanto o Brasil progrediu em direção à universalização do acesso ao ensino básico, o acesso à creche para crianças de até três anos segue estagnado. Joinville não é diferente e talvez seja até pior. Segundo dados do INEP, a porcentagem de crianças matriculadas em creches, em tempo integral, caiu de 73,9% em 2015 para 47,7% em 2018 e ainda mais em 2019.

Para as mães, as creches oferecem a possibilidade de trabalhar ou estudar durante os primeiros anos dos filhos – um benefício importante em um país onde as mulheres respondem pelo sustento de 37,3% das famílias. Mas quem mais ganha são as crianças. Vários estudos têm indicado que crianças escolarizadas antes do jardim de infância apresentam melhor desempenho durante a vida. Os maiores ganhos vêm da matemática e alfabetização, mas também há alguma evidência de melhorias no desenvolvimento socioemocional das crianças.

Entendemos que é possível buscar a expansão de matrículas por meio de duas formas: (1) parcerias entre administração municipal e organizações especializadas através da implementação do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil e (2) o Bolsa Creche para a educação infantil. Partir para a construção de novas creches, não está descartado, mas essa avaliação deve ser levada em conta.

O governo federal deve oferecer aos municípios guia e instrumentos para a produção de dados e, a partir deles, a mensuração da qualidade de ensino e do impacto de modalidades de parcerias e políticas públicas para a educação infantil. Dessa maneira, oferecemos oportunidades para nossas crianças a partir da idade que mais importa.

Na Segurança Pública, sugestão de criação de gabinete de inteligência                            

Adriano Bornschein Silva – Quando se tem poucos recursos é necessário organização e liderança para que sejam utilizados da melhor forma possível.

Um caminho é uma coordenação integrada de todas a forças, para um melhor aproveitamento. Um gabinete de inteligência e gestão para coordenar e orientar a polícia, a guarda municipal e demais forças de segurança.

É fundamental que todos tenham procedimentos claros, objetivos e alinhados para que cada um não tome um caminho diferente para a mesma ocorrência, com a certeza de estar correto. Hoje, são muitas normativas, complexas, desatualizadas ou desconhecidas por grande parte da equipe. O que gera descontentamento, desmotivação e desorganização.

Não basta contratar agentes, policiais (sejam eles civis, militares ou municipais) mas é necessário garantir que estejam preparados e alinhados.

Outros caminhos são a manutenção dos Conseg’s e sua integração com outros conselhos como SEPROT – Secretaria de Proteção e Segurança Pública, entre outros.

O compartilhamento de câmeras privadas para a solução de crimes.

Instalação de maior número de câmeras nas áreas com maior criminalidade.

Além disso, ter também uma presença efetiva da guarda municipal nos colégios e outros órgãos públicos, bem como, nas vias municipais privadas para ocupação dos jovens nos períodos extraclasse.

Tem muitas boas ideias que precisam ser estudadas e viabilizadas.

Cultura, Esporte e Lazer 

Cultura, esporte e lazer são áreas que tem muita afinidade. Podem e precisam ser trabalhadas de forma integrada. Nesta área temos muitas ideias. Mas vamos falar das principais.

Precisamos desenvolver um modelo economicamente sustentável de apoio à cultura. Onde os empreendedores tenham incentivo no início e, com o tempo, passem a ter mais autonomia e independência até não precisarem mais de apoio.

Isso passa por estimular o mecenato, desburocratizar e buscar espaços onde todos tenham acesso à cultura, promover uma universalização do acesso aos espaços e eventos culturais.

No esporte, precisamos fortalecer o contraturno escolar com projetos do esporte, colocando os professores de Educação Física como protagonistas de um processo de transformação das crianças em cidadãos preparados.

Mas precisa criar espaços e investir em material esportivo de qualidade para que os professores possam dar as aulas regulares e os alunos tenham boas condições de ensino-aprendizagem.

Precisamos apoiar também modalidades que Joinville tem vocação e história como karatê, jiu jitsu, skate, dança, ginástica rítmica, basquete, vôlei, judô, futebol, entre tantos, oferecendo o apoio que falta para as entidades esportivas, atletas e parateletas crescerem juntos na busca dos melhores resultados, que levarão Joinville ao pódio.

Isso tudo sem falar no esporte como um gerador de saúde e para isso a sugestão é unir esforços das Secretarias de Saúde, do Esporte, da Assistência  Social e da Cultura para que adultos e idosos tenham oportunidades de prática com qualidade, exercitando sua cidadania, e bem-estar. Uma visão integrada e intersetorial.

No lazer, palavra esquecida pela nossa cidade, precisamos combater a falta de espaços para isso.

Criar espaços formalizados para acomodar iniciativas como feiras, eventos culturais, foodtrucks, floriculturas, artesanato e produtos naturais.

Além disso precisamos criar micro-centros multiuso nos bairros mais carentes, que a comunidade pode utilizar para eventos esportivos, culturais, oficinas ou mesmo reuniões de entidades.

Uma sugestão que temos é criar espaços que a renda venha de patrocinadores para esportes como bicicleta, skate e, porque não a nova indústria dos jogos eletrônicos, os e-games.

 Defesa de terceirizações de atividades não essenciais

Adriano Bornschein Silva – O Partido NOVO defende a privatização e terceirização de atividades não essenciais para que o poder público possa concentrar esforço no que é essencial para o cidadão, educação, saúde e segurança. Melhor do que deixar os espaços desocupados, abandonados e sem recursos para manutenção e funcionamento, é terceirizar a gestão ou privatizar esses espaços [refere-se a espaços como a Antiga Prefeitura e a Cidadela Cultura). São proposições que precisam ser ponderadas e verificar o interesse da iniciativa privada por possíveis concessões desses ambientes.

Turismo e atração de investimentos para a cidade

Adriano Bornschein Silva – O aumento do turismo contribui para uma grande variedade de setores que fornecem diversos produtos e serviços aos visitantes, mas também, e principalmente, para aumentar o poder econômico dos residentes locais. O turismo é intensivo em recursos humanos devido à natureza de serviço. Está entre os principais criadores de empregos do mundo e permite a entrada rápida na força de trabalho de jovens, mulheres e trabalhadores que operam na informalidade. Assim, fica claro que o turismo tem um potencial muito alto para ser negligenciado, apesar de ser atualmente organizado de forma não satisfatória no Brasil. Para alcançarmos o nosso potencial turístico precisamos de mudanças que permitam a criação de um ambiente de negócios para que o nosso mercado seja mais competitivo, amigável e seguro, com novas políticas de visto e com melhor infraestrutura.

Em primeiro lugar precisa facilitar a atividade turística.  E como fazer isso?

Com a elaboração do PDTIS – Plano de Desenvolvimento do Turismo Integrado e Sustentável.

Isso passa pelo fortalecimento do COMTUR, de investir para construir e fortalecer a marca da cidade (Place Branding), além de um Plano de manutenção permanente dos espaços públicos e atrativos turísticos através de parcerias público-privada.

Precisamos desburocratizar e apoiar a concessão e administração de espaços públicos por parceiros privados, como: Centro de Convenções Expoville, Centreventos Cau Hansen, Arena Joinville, Cidadela Cultural Antarctica.

Além disso, fomentar os eventos culturais ligados a dança e as artes em geral, áreas que Joinville tem uma vocação natural e merece atenção para atrair em mais momentos do ano os apreciadores de arte e cultura.

E sem deixar elevar a vocação natural de Joinville. Através do seu turismo rural, que já movimentam um grande número de turistas por ano e o ecoturismo, aproveitando as nossas belezas naturais da Serra, rios e, é claro, da Baia da Babitonga.

Estas são apenas algumas ideias, entre tantas outras que vamos apresentar quando chegar na campanha, se aprovado como candidato.

Ações para minimizar os impactos da pandemia

Adriano Bornschein Silva – A pandemia gerou três crises. Uma crise no sistema de saúde, uma crise econômica e uma crise social com tantos desempregados. Essa é uma questão que impactou o mundo todo. A primeira questão para janeiro será lidar com o cenário do momento.

Sem dúvida alguma, é necessário priorizar a geração de empregos e facilitar a abertura de empresas em Joinville. Com abertura de empresas e geração de empregos, chega-se a uma base necessária para enfrentar os demais problemas.

 Por que o candidato acredita que será um bom governante e é a melhor opção para Joinville?

 Adriano Bornschein Silva – Tenho um perfil de líder, voltado a unir as pessoas para o bem-comum. A minha trajetória na comunidade mostra que sempre fui envolvido nas questões sociais de Joinville. Liderei a criação da Central Solidária, uma iniciativa de arrecadação de donativos para grandes enchentes de Santa Catarina que se tornou referência nacional e foi replicada em outros estados. Há mais de 15 anos sou bombeiro voluntário e continuo prestando serviços como voluntário no plantão semanal da ambulância.

Penso que precisamos dialogar, ouvir as necessidades população e unir as pessoas do bem para fazer mais pela cidade. A população de Joinville tem uma pré-disposição para se doar e ajudar o próximo. Nem a prefeitura, nem a iniciativa privada sozinhas vão fazer milagre. Mas se unirmos esforços pelo bem de todos, construiremos uma Joinville melhor, mais bonita e vamos resgatar o nosso orgulho de pertencer a Joinville.

Além do mais, o Partido Novo proporciona uma nova política. Uma forma diferente!

 

Uma forma que os políticos atuais do partido, seus deputados, seus vereadores, seu governador de MG já mostram na prática excelentes resultados.

 
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