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Eduardo Zimmermann, que aparece ao lado do ex-ministro da educação Abraham Weintraub, promete usar essa aproximação com as esferas federal e também estadual

Eduardo Zimmermann é o pré-candidato a prefeito de Joinville pelo PTC

O joinvilense Eduardo Zimmermann, que participou da fundação do Aliança Pelo Brasil (partido que não ficou pronto para as eleições 2020) filiou-se ao Partido Trabalhista Cristão (PTC) e é o pré-candidato da sigla à Prefeitura de Joinville. Com relação ao vice, o pré-candidato afirma que ainda não há uma definição.

Aos 34 anos, Zimmermann possui formação acadêmica como engenheiro mecânico pela UFSC, administrador pela UDESC e especialista em Controle Público pelo Tribunal de Contas do Estado. Com relação à carreira profissional, acumula experiência no setor privado, em empresas como Tupy, e também no setor público, onde atua como servidor no Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA/SC). Destaque para o cargo que ocupou de Coordenador-Geral de Gestão, em Brasília, na Secretaria Nacional da Juventude, que integra a pasta da Ministra Damares Alves, no Governo Federal. 

Zimmermann, que na foto aparece ao lado do ex-ministro da educação Abraham Weintraub, promete usar essa aproximação com as esferas federal e também estadual para conseguir mais recursos para a cidade. 

Conheça mais sobre o currículo do candidato e leia uma entrevista exclusiva para o Aconteceu em Joinville, onde ele detalha algumas das ações previstas nas áreas de mobilidade, saúde e educação, por exemplo.

Saiba mais sobre o pré-candidato 

Eduardo Zimmermann é natural de Joinville, Engenheiro Mecânico pela UFSC, Administrador pela UDESC e Especialista em Controle Público pelo Tribunal de Contas do Estado. Atuou no Núcleo de Gestão Estratégica do SENAI/SC, no Planejamento Estratégico da Tupy S.A. em Joinville, e é servidor de carreira de nível superior do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA/SC) desde 2012. Foi Secretário Executivo do Conselho Estadual do Meio Ambiente, de 2015 ao início de 2019. Em 2015, recebeu o prêmio mérito a nível estadual em Administração Pública do Conselho Regional de Administração. 

No início do Governo Bolsonaro, foi convidado assumir o cargo de Coordenador-Geral de Gestão, em Brasília, na Secretaria Nacional da Juventude, que integra a pasta da Ministra Damares Alves, no Governo Federal. 

Participou da fundação do Aliança Pelo Brasil, partido que não ficou pronto para as eleições 2020. Para a pré-candidatura à prefeitura de Joinville, filiou-se ao PTC, Partido Trabalhista Cristão. Zimmermann tem 34 anos e é noivo de Jeniffer Dietrich.

Confira a entrevista:

Várias ações previstas no que diz respeito à mobilidade urbana

Eduardo Zimmermann – O ponto número um em mobilidade urbana é que Joinville é a Cidade das Bicicletas, e esse sentimento deve ser resgatado na prática, de modo que um turista que venha a Joinville saia dizendo que realmente merecemos esse título.

As pontes e elevados, dentre outras obras, prometidas e ainda não concluídas, precisam ser finalizadas. O Poder Público não pode iludir a população, que é seu principal cliente.

Onde for muito custosa a construção de elevados, deve ser estudada a possibilidade de se construir trincheiras, pois costumam ser obras mais baratas e menores, a exemplo dos diversos trechos que cruzam as malhas ferroviárias, as quais o DNIT demorou cerca de 10 anos para concluir que não pode mexer.

A mobilidade deve ser discutida a longo prazo, pois além do trânsito de pessoas, o trânsito relacionado a produção industrial também pode vir a estrangular e devem ser estudadas alternativas para desafogar a produção, a exemplo de um contorno viário ou alternativas que utilizem a baía da babitonga na conexão com o Porto de São Francisco do Sul.

Em relação ao transporte coletivo, a logística de terminais deve ser remapeada, pois a cidade cresceu de forma diferente de como foi imaginada na época dessas construções. Os pontos de ônibus devem ser revitalizados através de parceria com a iniciativa privada, que possa explorar com publicidade e propaganda.

Todas as incoerências no trânsito devem ser solucionadas: ciclofaixas que trocam de lado ao longo da via, ou que terminam em locais inócuos; locais que deveriam ter ciclofaixa e não têm; buracos eternos; bueiros em desnível; retornos ou trajetos desnecessários; dentre outros. A busca das melhores soluções, para esses problemas cotidianos de mobilidade, tem como primeira etapa reunir grupos de pessoas que os vivenciam diariamente: taxistas, motoristas de aplicativos, ciclistas, motoboys, motoristas de vans, moradores da região, dentre outros, de modo a não deixar ninguém de fora.

Precisamos de um Secretário de Infraestrutura do nível do Ministro Tarcísio, para darmos um jeito na cidade.

Cobrança de mais recursos para a saúde na maior cidade do Estado

Eduardo Zimmermann – Joinville possui PA Norte, Leste e Sul, portanto precisa de um PA Oeste.

O Hospital Municipal de São José está em local privilegiado da cidade sob o aspecto imobiliário. Uma ideia seria fazer uma parceria com empresas que constroem hospitais, para que pudessem dar um melhor aproveitamento econômico ao terreno, em troca de um hospital de ponta para Joinville.

É preciso ter portas abertas em Brasília para trazer investimento federal da saúde para Joinville, desafogar o orçamento municipal, e também ouvir os funcionários da saúde do município para saber como melhor aplicar os recursos.

Para construção de novos hospitais, um na zona sul e na zona norte, com ampliação do Bethesda, por exemplo, vislumbra-se a parceria público-privada como boa alternativa.

Em muitas situações relacionadas à saúde de Joinville falta apenas cobrança. Por que a Grande Florianópolis possui 5 hospitais estaduais e Joinville, que tem a maior população do estado, possui apenas o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt? Por que ninguém cobra isso do Governo do Estado?

Outras ideias para a saúde envolvem criar mecanismos como “corujão da saúde” para zerar as filas, e possibilitar agendamentos e triagem por celular, whatsapp, permitindo também redirecionar pacientes para unidades com menos demanda.

Proposta de escolas cívico-militares e ensino integral

Eduardo Zimmermann – Somos à favor das escolas cívico-militares. Há um grande contingente de militares da reserva morando em Joinville, é a cidade mais populosa do estado, o que facilitaria à adesão ao programa do MEC, porém tivemos informações de que a prefeitura não protocolou pedido de escolas cívico-militares.

Mais escolas em tempo integral, fortalecendo o leque de atividades extra-curriculares na área de esportes, música, idiomas, informática, dentre outros assuntos.

Deve ser buscado um uso noturno para as escolas, fazendo parceria com a iniciativa privada ou sistema S, pois a estrutura de cadeiras, mesas, quadros, já está lá, só não é utilizada à noite. Um dos usos pode ser a Educação para Jovens e Adultos, ou seja, aqueles que não concluíram os estudos em idade normal; bem como, cursos extracurriculares.

Implementar mudanças na grade curricular buscando as melhores práticas educacionais do mundo. 

Mais efetivo para a Segurança Pública

Eduardo Zimmermann – Joinville tem um problema relacionado ao tráfico de drogas.

Balneário Camboriú foi eleita a cidade mais segura do Brasil em 2019 pelo Ranking Connected Smart Cities. Joinville deve copiar as boas práticas de segurança pública, além de adotar outras medidas. A Guarda Municipal deve ser fortalecida, priorizando as rondas noturnas e sistemas de vigilância que transmitem a sensação de segurança e evitam delitos. Além disso, deve ser exigido do Governo do Estado um quantitativo adequado de policiais militares e civis, compatível com o número de habitantes da cidade mais populosa do estado.

Seria interessante a criação de um programa para o contra-turno escolar de Guarda Mirim, no qual crianças e adolescentes, especialmente as em situação de vulnerabilidade social, desenvolvam o senso de justiça e demais valores de um cidadão de bem.

Aos particulares deve ser dada a possibilidade de integrar suas câmeras privadas ao sistema de vigilância público.

O uso de cancelas e guaritas em algumas ruas residenciais no período noturno também deve ser permitido, se for do interesse dos moradores. Admitido o acesso, por exemplo, após o registro de algumas informações.

Deve-se também fortalecer e ampliar o programa rede de vizinhos.

O que esperar nas áreas: Cultura, Esporte e Lazer?

Eduardo Zimmermann – Há muito a ser feito nessas áreas, pois falta de tudo na cidade.

Devem ser resgatados os temas de Joinville: Cidade das flores, Cidade das bicicletas, Cidade da dança, Cidade dos príncipes, Manchester Catarinense.

É fundamental a criação de um Parque das Flores. Espaço público permanente, em imóvel na zona rural, mediante projeto paisagístico e de manejo da área, com roteiro coerente de espécies de flora em parceria com floriculturas, espaços para prática de arvorismo, espaços de alimentação típica à beira de um lago ou em meio à floresta, bem como para realização da Festa da Flores, dia das mães, dia dos namorados, dentre outros eventos;

Teleférico com vista para a Baía da Babitonga; via gastronômica na Rua das Palmeiras (e outras vias gastronômicas em bairros diversos); fortalecer o festival de dança para que se torne uma marca internacional como a Oktoberfest Blumenau; requalificar a orla do Rio Cachoeira; revitalizar a Expoville como espaço semelhante ao Primavera Garden Center de Florianópolis; melhor utilização do Cau Hansen com agenda semanal de eventos públicos de dança, música, teatrais, entre outros; permitir a criação de espaços de alimentação nas áreas livres dos museus, de modo a atrair mais pessoas e reduzir custos de manutenção, são outras ideias de vemos com bons olhos.

Sobre o esporte, retomar o ginásio Ivan Rodrigues, entregue pela Prefeitura ao Governo do Estado em 2017, para construir uma arena (estádio) de basquete e futsal, em parceria com a iniciativa privada, apta a realização de jogos nacionais e internacionais. Revitalização dos espaços existentes para a prática esportiva, com iluminação e segurança para utilização também no período noturno. Implementar melhorias no PID, e fortalecer as atléticas universitárias. Incentivar a prática de judô e outras artes marciais que elevam o senso de disciplina das crianças e jovens. Estimular a realização de corridas, ciclismo e todo tipo de esporte de aventura.

Destino para prédios públicos hoje abandonados

Eduardo Zimmermann – Uma ideia é transformar a Cidadela Cultural Artarctica em um distrito de arte, semelhante ao Wynwood Walls em Miami, através de parceria com o setor privado e artistas locais.

Em relação à antiga sede da prefeitura, é outro imóvel que está em local privilegiado da cidade. Mantidas as características da fachada, eu sugeriria, como destinação deste local, um prédio público que comporte a solução de todos os serviços públicos buscados normalmente pelos cidadãos num lugar só.

Infraestrutura para alavancar o turismo

Eduardo Zimmermann – Tudo começa com uma entrada em pista dupla, que Joinville não tem até hoje. Balneário Camboriú possui entrada em pista quádrupla, Florianópolis entrada e saída em pista tripla, por exemplo.

O turismo será alavancado com infraestrutura e com as ações elencadas na pergunta sobre cultura, esporte e lazer. Além disso, deve-se buscar apoio da EMBRATUR e Ministério do Turismo.

Já a atração de investimentos para a cidade é algo mais amplo, que passa pela desburocratização, redução de impostos, simplificação da legislação, tradução para outros idiomas (visando atrair investimento estrangeiro), transparência na internet, privatizações de órgãos, leilão de imóveis da prefeitura, alteração do plano diretor (visando impulsionar a construção civil), dentre outras ações. 

Quanto à pandemia, preocupação com a retomada econômica

Eduardo Zimmermann – O desemprego e miséria matam mais do que o Covid-19. Já são cerca de 50 mil demissões desde o primeiro decreto de quarentena. Temos que acabar com o abre e fecha de quarentenas e dar segurança para a população e aos empresários. O Poder Público não pode interferir na liberdade de ir e vir, e se limitar a dar recomendações de uso de máscara, higiene, redução de contato pelos grupos de risco. Os investimentos em saúde já tratamos na pergunta sobre saúde. O desafio maior será criar uma rampa de ascensão social para recuperar os empregos. 

Por que o pré-candidato acredita que será um bom governante e é a melhor opção para Joinville?

Eduardo Zimmermann – Me preocupo com o futuro da cidade que nasci e me criei, Cidade das Flores, das Bicicletas, da Dança, dos Príncipes, Manchester Catarinense; e não com 4 anos de mandato. Joinville está abandonada. Nunca fui candidato, mas tenho o conhecimento, experiência, iniciativa, e portas abertas em Brasília, para alcançarmos as soluções. Sinto que é uma missão de Deus.

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