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VOGEL PAINÉIS
CIENTISTAS DO ESPORTE e NEUROCIENTISTAS dizem que 90% do resultado de um atleta esta em sua mente, sendo dividido entre memória e psicologia, e ainda sendo a psicologia praticamente 70% deste total.

PSICOLOGIA DO ESPORTE: analisando nosso JEC… by HANG

 

CIENTISTAS DO ESPORTE e NEUROCIENTISTAS dizem que 90% do resultado de um atleta esta em sua mente, sendo dividido entre memória e psicologia, e ainda sendo a psicologia praticamente 70% deste total. Logo, preparo físico e técnico perdem o sentido de produzir bons resultados sem um preparo psicológico, e promovido por um bom profissional da psicologia, e não a cargo do preparados, que não é especialista no assunto.

Anos que tenho sinalizado meu trabalho psicológico ao JEC nas redes sociais e afins, desde que ele saiu da série B para a A, estando ele hoje no FUNDO DO POÇO E POÇO SECO, como bem eu alertei já enquanto estava ainda na série B, antes mesmo de chegar na A, quando afirmava que isso provavelmente ocorreria diante das análises que eu já tinha feito por anos do desenrolar do time.

Também não adianta colocar “profissionais” que atuam com psicologia de senso comum, se é que entendem meu recado, dizendo que promoverão palestras motivacionais, por exemplo, que todo psicólogo de fato sabe que se trata de um engodo inoperante.

Faz-se necessário que tenha uma PSICOLOGIA DO ESPORTE atual, e que não prometa resultados, mas não meça esforços para produzir melhorias de diversas ordens, seja nos atletas, seja no próprio corpo técnico do clube, bem como nos jovens atletas em formação.

Temos também muitos comentaristas esportivos que misturam paixão de torcedores que são do time, com necessárias análises técnicas de fato, não conseguindo separar uma paixão cega pelo time, com a realidade do mesmo. É preciso uma atitude mais profissional de fato destes profissionais, pois é relevante para o crescimento do time os comentários feitos através de análise de entendedores de fato e sem o viés de torcedor, do contrário, promovem debate de boteco.

Doutro lado temos os fanáticos torcedores que não admitem críticas claras ao time, muito menos se a verem com a realidade do mesmo, estando presos por um JEC vitorioso de muito tempo atrás, como se ganhos passados favorecessem vitórias atuais. Estes acreditam que críticas feitas é desmerecimento do time, falta de respeito e agressão, pois estão presos e dependentes de uma história passada, logo não contribuem de fato com o time, pois o impedem de crescer de fato através de críticas estruturais claras e necessárias.

JEC 1985

Outro grande problema foram os intensos investimentos altíssimos em marketing do time em detrimento de uma base que fosse merecedora de tal clamor, inebriando o torcedor com uma falsa realidade, numa clara preocupação em formar novos sócios e vender produtos, do que fomentar o crescimento de fato. Tanto que a realidade sempre se sobrepõe às propagandas apelativas e hoje dificilmente vemos alguém com a camiseta do JEC circulando na cidade, como ocorria outrora.

Time estruturado e de resultados de respeito, por si só já fazem trabalho de marketing e atraem mais torcedores e fortalecem os que já estão do lado do time.

JOINVILLE ESPORTE CLUBE leva consigo o nome da terceira maior cidade do sul do Brasil e deve fazer jus a isso, e para tal precisa de investimento, mas investir no que realmente promoverá a possibilidade de competir em direção ao topo, principalmente nas áreas de tecnologia e psicologia, base mundial de grande investimento dos grandes times e atletas, cujo pensamento a esse respeito ainda está atrasadíssimo no Brasil, tanto que temos problemas de destaque internacional em qualquer esporte a cada dia mais, estando cada dia mais distante o chavão de que somos o país do futebol, inclusive.

Cheerleaders que eram da Hang Casting Models, minha agência de modelos da época, abrilhantando os jogos do JEC

Cheerleaders que eram da Hang Casting Models, minha agência de modelos da época, abrilhantando os jogos do JEC

Muitos falam sobre problemas de patrocinadores com grande potencial, mas o time já teve, e o que fizeram a respeito? Grandes marcas querem fazer associação de seus nomes com grandes times, com sucesso. Não existe caridade neste sentido, como não teria sentido para um empresário investir no que não apresenta resultados esperados. A partir do momento que o time represente mudança e resultados, grandes marcas farão questão de estão ao lado, proporcionalmente. Não dá para inverter este sistema.

JEC 1984

Graças que estão surgindo novos times em Joinville para representar nossa cidade, enquanto o JEC vive de um sucesso de um distante passado e, feito A Bela Adormecida, fica esperando um príncipe para despertar para a vida (realidade) com um beijo. Mas o JEC ainda é o coração do futebol joinvilense, e ainda tem chance de fazer jus a isso.

Não tem sentido acharem ruim que muitas pessoas andam com vergonha do JEC, não querendo mais usar a camiseta do time ou ir assistir jogos e ser sócia. Isso não quer dizer que não amam o time, mas até pode ser que amam muito mais do que aqueles que insistem em apoiar um erro, que vivem de passado, pois o distanciamento de muitos torcedores, como tem ocorrido cada dia mais, pode ser apenas resultado de um LUTO pelo time, de uma forma de mostrarem insatisfação, mas que dentro de cada qual a ansiedade aumente para que logo possa defender quem mereça ser defendido.

JEC 1976

Outros ainda dizem que é preciso estar do lado do time, tanto nos momentos bons, quanto nos ruins? Mas até que ponto? Mesmo que se insiste num modelo ruim de atuação? Estar do lado por tanto tempo de desilusão não seria dar aval a tudo isso? Às vezes até mesmo pais precisam mandar seus filhos para fora de casa ao perceberem a necessidade de um tratamento de choque para que o filho acorde. Permanecer ao lado pode não ser de fato apoio, mas dependência psicológica, e ainda se torna coautor da desgraça toda, pois estará apoiando no erro repetido.

Quem será que realmente se importa com o JEC e esta do lado dele, que de fato o quer ver crescer? Quem passa a mão na cabeça e só dar sermão pedante, ou quem até faz o sacrifício de se afastar do objeto amado como forma de mostrar a necessidade de mudanças? Bem como quem não permite que promova críticas severas do time ou quem critica visando que o mesmo acorde de um sistema falido de atuar, comprovado pelos resultados?

Queremos um JEC forte, que seja respeitado, se seja objeto de preocupação dos times competidores ao enfrentá-lo e que tenha que estudar seus passos, um time que não ganhe pela sorte, mas por técnica e preparo, que não seja o melhor dos piores, mas o melhor dos melhores a cada dia mais.

É inocência acreditar que teremos um grande time de volta sem proporcional investimento financeiro. Quando se contrata funcionários com valores simbólicos perto do valor que um bom profissional merece, o resultado não tem como não ser medíocre provavelmente. Trabalhadores preparados, que realmente se empenham e promovem grandes chances de bons resultados, custam o valor que um profissional enquanto tal vale, e não pode ser considerado caro, pois caro é investir em contratações medíocres e que apenas fazem parte do quadro técnico e funcional enquanto número. Não tem como conseguir uma boa limonada de limão que não esteja preparado para tal, é desperdício de tempo.

JEC 2000

Eu quero voltar a colocar a minha enorme bandeira do JEC no jardim de minha casa, mas agora não posso, pois fazer isso seria dar aval e se dizer satisfeito, não do que é o JEC, mas do que fizerem com que o nosso JEC viesse a se tornar, pois ele tem sido o que fizeram dele até então.

Queremos ver os joinvilenses circulando com as cores do tricolor por todos os lados, mas representando algo que tenham motivo para se orgulharem de fato, e não apenas por um passado que já anda no esquecimento de muitos em associação ao time.

Como eu gostaria de ter estado equivocado em minha análise do que viria a ocorrer com o time antes dele ir para a série A… mas tudo é muito claro e matemático, e como é claro e matemático a necessidade de novas posturas, não somente dos dirigentes e equipe técnica, mas também de comentaristas e torcedores, e que só mediante a isso teremos a possibilidade de vermos logo o eterno JEC de outrora voltar a ser o que sempre foi, mas na atualidade e para sempre. Mas quem sabe desta vez eu esteja equivocado em minhas análise, não é mesmo? Ninguém é detentor do saber maior, mas quando analisamos seriamente alho, aumentam as probabilidades de estarmos corretos. O que queremos todos, é o sucesso do orgulho esportivo de nossa cidade: JEC. Um salve ao JEC !!! SALVEEEEE !!!

NÓS EXIGIMOS DIGNIDADE AO NOSSO JEC !!!

(by Carlos Alberto Hang, psicólogo, jornalista (03991SC) e coach)

(Fotos ilustrativas: ensaio do jornalista por Sheila Gastardi)

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About Carlos Alberto Hang

Carlos Alberto Hang
CARLOS ALBERTO HANG: Escritor e jornalista (03991/SC) também com formação em Psicologia, Filosofia, História, Teologia, Psicopedagogia, Letras e Literatura, Gestão de Pessoas, Gestão de Marketing, Gestão Ambiental, Psicologia do Esporte, Psicanálise, Psicologia Clínica e Comportamental, Nutrição Clínica e Funcional, Coaching, Recursos Humanos,Jornalismo Digital, Logística, Adm. De Hotéis, Relações Internacionais, Promoção de Saúde e Prevenção de Drogas, Gestão na Administração Pública, Técnico de Segurança do Trabalho, Piano, Linguagem Musical, História da Música, Gastronomia, Inglês, Italiano e Espanhol, é Embaixador pela Cercle Universel des //Ambassadeurs de la Paix (Genebra/Suíça), é Cônsul de Joinville - Instituto Internacional Poetas del Mundo, detentor do Oscar Brasileiro by Grupo Jornalístico Ronaldo Côrtes de São Paulo e membro honorário imortal da Academia de Ciências, Letras e Artes de MG na cadeira 148. Instagram: @carlosalbertohang Twitter: @hangjornalista FACEBOOK: @opiniaodeumlivrepensadorbyHANG. Só permitida a veiculação ou uso do texto acima mediante a nomeação do jornalista e autor do mesmo.