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O PSDB vai para a convenção desta segunda-feira com o nome de consenso, Rodrigo Fachini, para disputar as eleições municipais /Divulgação / AJ

Confira a entrevista com Rodrigo Fachini, pré-candidato a prefeito de Joinville pelo PSDB

Vereador por dois mandatos na Câmara em Joinville, Rodrigo Fachini, que também já concorreu a deputado estadual, agora é pré-candidato a Prefeito de Joinville pelo PSDB, partido no qual se filiou início deste ano de 2020. Com relação ao vice, o partido ainda não tem uma definição.

Aos 42 anos, ele que nasceu em Florianópolis, mas veio para Joinville com apenas 40 dias de vida, pretende aplicar seus conhecimentos, por ser formado em Gestão Pública, para aumentar a qualidade de vida dos joinvilenses. Filho de vereador, Fachini, que é casado com Karla Duarte Fachini, diz que se inspirou no pai para seguir a carreira política. E que seu propósito é que Joinville volte a “ser o lugar que a gente sonha”. Conheça mais sobre a biografia e as propostas do candidato para as principais áreas da gestão municipal.

Saiba mais sobre o pré-candidato

Vereador de segunda legislatura, com uma vivência política bastante presente desde sua infância. Com 40 dias de vida sua família retornou a Joinville e foi no bairro Floresta que Fachini cresceu e vive até hoje. Estudou na Escola Municipal Professora Virgínia Soares e tem formação em curso superior em Gestão Pública. Ainda na infância, Rodrigo Fachini sempre esteve muito próximo da política. Quando seu pai deixou o sacerdócio, foi imediatamente convidado pelo então prefeito Luiz Henrique da Silveira para assumir a coordenação de seu gabinete.

Anos depois, seu João foi eleito vereador de Joinville. Na infância, quando Rodrigo Fachini saía da escola, entrava no ônibus e se dirigia à Câmara de Vereadores para acompanhar seu pai, inspiração do vereador até hoje. E foi assim que Rodrigo Fachini cresceu e se apaixonou pela política. Ele esteve sempre envolvido em movimentos sociais.

Rodrigo Fachini foi coordenador de Assuntos para a Juventude de Joinville, foi militante no Movimento Secundarista e teve uma passagem pela Secretaria de Obras do Município. Eleito vereador em 2012, com 4.432 votos, foi líder de governo e presidente da Câmara de Joinville. Em 2016 foi eleito para o segundo mandato, com 6.243 votos. Foi presidente da Comissão de Finanças e líder de bancada. Em 2018, saiu candidato a deputado estadual, conquistou 19.452 votos, não sendo o suficiente para se eleger.

 

Entrevista:

Mobilidade e transporte coletivo

Rodrigo Fachin –  É preciso investir em mais e melhores corredores de ônibus, que possam garantir conforto, agilidade e segurança a quem utiliza o transporte coletivo. Um grande número de pessoas demora mais de uma hora para chegar ao local de trabalho. O trabalhador joinvilense não merece isso. Também será preciso dar atenção e investir em abrigos de ônibus. Hoje, a cidade tem aproximadamente 3.200 paradas de ônibus, mas apenas 600 estão realmente com abrigos adequados, que podem proteger o usuário em dias de chuva ou sol forte.

É preciso ainda colocar definitivamente em prática um plano viário e de mobilidade, que agilize o fluxo de carros, motocicletas e ônibus. Chega de apenas construir documentos. Dar segurança ao ciclista, com ciclovias interligadas, que possam chegar de um lado da cidade a outro. Uma cidade melhor e mais humana passa por um planejamento de mobilidade urbana inteligente e eficiente.

“Choque de gestão” na Saúde

Rodrigo Fachin –  A gente precisa de um choque de gestão na área da saúde. É um problema crônico na cidade. Enquanto houver problema de distribuição de medicamentos, consultas represadas e demoras no atendimento, estruturas novas não vão resolver o problema. Outro problema grave é o mosquito da dengue. Vale a pena lembrar que na Câmara de Vereadores apresentei, desde 2013, diversos projetos para combater a dengue. E quase nada foi feito. Hoje, somos recordistas de casos da doença no estado. É muito descaso. Reforçando: é preciso planejamento e gestão para bem atender a comunidade. 

Na Educação, mais vagas em CEIs

Resposta: Educação é a base de tudo. No caso de Joinville, o desafio é a Educação Infantil. Existe a necessidade de construção de novas salas. Você imagina a indignação de uma mãe, de um pai, quando não consegue colocar o filho em uma escola?

É preciso garantir o acesso de todas as crianças a um centro de educação infantil. E se houver necessidade, será preciso firmar parcerias com instituições de ensino privadas para que todas as crianças possam ser atendidas. É preciso ter vontade, gostar de pessoas e ter criatividade para buscar soluções para os problemas. 

Na Segurança, tecnologia e ações sociais como aliadas

Rodrigo Fachin – O conceito de cidades inteligentes ou smart cities está cada vez mais presente nas grandes cidades. E, assim como na mobilidade urbana, não basta ter as definições no papel, é preciso de fato colocar em prática. O uso da tecnologia e da comunicação integrados pode e deve ser utilizado na garantia da segurança do cidadão.

E paralelo à tecnologia, quanto mais se investir de fato em iluminação pública, praças e parques de qualidade, limpos e organizados, mais estaremos afastando a marginalidade desses locais, tornando-os equipamentos públicos de fato e seguros para a garantia da qualidade de vida do joinvilense.

E todo esse investimento deve estar aliado à políticas públicas de inclusão para nossas crianças e jovens, tanto no campo da assistência social, da cultura, quanto do esporte. Já em relação à Guarda Municipal, é preciso que seja muito mais orientativa do que punitiva. Moral da história: é preciso se inspirar em modelos de gestão que deram certo em outras cidades do Brasil e no mundo. Joinville, pela sua grandeza, tem que estar à frente o quesito inovação.

Investimento em Cultura, Esporte e Lazer para garantir qualidade de vida

Rodrigo Fachin – Cultura, esporte e lazer estão ligados diretamente com a qualidade de vida da pessoas. Hoje, nossa cultura está completamente abandonada. Especialmente neste momento de pandemia. Este segmento movimenta milhões e emprega milhares e milhares de pessoas. O que foi feito até agora no setor? 

Queremos resgatar as políticas da cultura, resgatar de fato do SIMDEC, que a atual administração abandonou. Investir em áreas de lazer, onde as famílias possam viver em comunidade, como já conseguimos fazer na Praça Tiradentes, quando a revitalizamos e lá implantamos em parceria com os moradores da região a Feira do Floresta.

Também temos como objetivo investir em espaços de lazer para idosos. Já debatemos o tema enquanto vereador. No entanto, a atual administração simplesmente ignorou nosso projeto, que teria espaço e equipamentos específicos para a terceira idade. As pessoas esquecem que cultura e o esporte tiram jovens da marginalidade e encaminham para um futuro melhor.

Destino de espaços públicos como a antiga sede da Prefeitura e a Cidadela Cultural

Rodrigo Fachin –  Cada prédio, cada espaço público tem sua particularidade. Joinville possui verdadeiras riquezas histórias. É preciso saber usufruir cada espaço. O que for possível utilizar como estrutura para a atual administração, ocupando para suas secretarias, deve ser utilizado, para que se evite o gasto com locação de imóveis.

Já os mais antigos, alguns até tombados, pode-se pensar em ações específicas, que divulguem a história e cultura de nossa cidade, tornando-os verdadeiros pontos turísticos e de lazer. É preciso conhecer a cidade, ter vontade de fazer e usar da criatividade para fazer mais e melhor. É preciso resgatar a história de Joinville.

Pretende explorar o potencial turístico da cidade

Rodrigo Fachin – Joinville ainda tem muito o que explorar no turismo. Com grande potencial industrial e econômico, a cidade tem, cada vez mais, despertado para o turismo de negócios. No entanto, percebe-se que ainda há muito para se fazer. No entanto, não adianta incentivar grandes eventos e convenções, se quando as pessoas aqui chegam encontram uma cidade destruída, sem condições de transitar pelas ruas.

Em primeiro lugar é preciso organizar a estrutura atual, para então crescer no turismo. Somos um pólo industrial, com grande destaque para a área metalmecânica e plástica. É preciso explorar isso. A alta tecnologia também é uma das características. Se soubermos canalizar essa realidade para grandes eventos, poderemos explorar cada vez mais o turismo de negócios. Já o turismo social é outra vertente que podemos explorar.

Hoje, esse tipo de turismo é pouco difundido em todo o Brasil. E nós, como uma cidade com característica bastante solidária, podemos investir mais no turismo social. Essa modalidade de turismo tem por objetivo tornar os destinos, e as viagens em si, mais acessíveis ao maior número de pessoas possível.

Com isso, cria-se um ambiente de inserção e respeito, tornando a cultura e o lazer acessíveis aos cidadãos menos favorecidos, permitindo a evolução cultural das pessoas. Além do turismo social e do turismo de negócio, Joinville tem grande potencial rural, e precisamos dar mais visibilidade para esse tipo de turismo também. Sem deixar de destacar nossa Baía da Babitonga e o Cicloturismo, com forte potencial em Joinville e que hoje são pouco explorados.

Contornando a pandemia

Rodrigo Fachin  – Assim como em qualquer lugar, a economia é a área mais afetada e terá impactos gigantescos nos próximos meses e anos. Acredito que seja necessário investir forte na desburocratização para que possamos dar garantias ao empreendedor de gerar emprego e renda. Somos uma cidade industrial e que tem crescido muito em serviços. Se não dermos condições e estrutura aos empresários, tantos de pequenas e médias, quanto das grandes empresas, a pobreza e a miséria se tornarão cada vez mais presentes em nossa Joinville.

Por que o candidato acredita que será um bom governante e é a melhor opção para Joinville?

Rodrigo Fachin – Porque eu conheço a cidade, gosto de pessoas e me preparei ao longo dos anos para isso. Meu histórico familiar também fala por mim. Sou formado em gestão pública, conheço as mazelas e as potencialidades da nossa cidade, e não tenho medo de enfrentar o que for preciso para que possamos garantir a qualidade de vida das pessoas.

Enfim, me sinto totalmente preparado para contribuir com a melhoria e o resgate da cidade. Joinville tem que voltar a ser o lugar que a gente sonha. E faço um pedido às pessoas: não vamos desistir de Joinville. Afinal é a cidade que a gente escolheu para viver e amar. 

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