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Avanço da Covid-19 em pequenas cidades do Estado preocupa autoridades

O avanço da Covid-19 em pequenas cidades preocupa autoridades. Na quinta-feira (28), foi confirmado o primeiro caso em Santiago do Sul, o menor município do estado em número de habitantes, com cerca de 1,2 mil.

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No total, Santa Catarina tem 206 municípios com casos confirmados do novo coronavírus. Entre as 15 menores cidades, com até 2 mil moradores, somente sete não têm habitantes contaminados pelo novo coronavírus.

Paial, no Oeste, tem 12 casos da doença. A cidade está localizada entre Chapecó Concórdia, os dois municípios catarinenses com maior quantidade de casos de Covid-19.

“Isso acontece porque Paial é próximo dessas cidades e o fluxo de pessoas que saem de Paial para trabalhar nesses municípios, principalmente Chapecó, é muito grande. Mas também tem pessoas do município de Chapecó que vem trabalhar em Paial”, disse o prefeito Névio Mortari.

Na microrregião da Associação dos Municípios do Alto Uruguai Catarinense (Amauc), as 14 cidades têm registrado aumento no número de infectados. Ao todo, são mais de 1.200 casos confirmados e sete mortes, todas em Concórdia.

Outra microrregião com aumento na quantidade de pacientes com Covid-19 é a Associação dos Municípios do Alto Irani (AMAI), que tem 14 cidades: são 364 casos confirmados, e quatro mortes — duas em Xaxim, uma em Ponte Serrada e outra em Xanxerê. Apenas Ouro VerdeBom Jesus e Passos Maia não têm pessoas infectadas.

O caso mais grave da Amai é o de Entre Rios. Com pouco mais de 3 mil habitantes, a cidade já confirmou 72 casos, 22 em indígenas.

“Mais ou menos 40% da população é indígena. É uma população um pouco mais vulnerável, mais difícil da gente cuidar. Está sendo um pouco difícil para a equipe da saúde porque hoje a gente tem só uma equipe de atenção básica, até mesmo porque o município não suporta. Temos também a equipe da Sesai [Secretaria Especial de Saúde Indígena] que nos dá um suporte na aldeia”, disse Sônia Belém, secretária de Saúde municipal.

O aumento no número de pessoas com coronavírus reflete no atendimento médico. Na região da Amai, por exemplo, a referência é o Hospital Regional São Paulo, em Xanxerê, onde a ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva é de 70%.

Para a infectologista Karine Kolling, o controle de casos é fundamental para evitar a dependência da rede de atendimento dos grandes centros.

“Os leitos de UTI estão concentrados em cidades maiores, que têm a capacidade desse tipo de tratamento. Não adianta a gente colocar leito de UTI em um hospital pequeno e que não tenha equipe capacitada. Então isso vai acontecer, de os municípios ficarem dependentes de hospitais maiores, e a Regulação estadual de leitos é que tem a finalidade de distribuir os pacientes da melhor forma possível”, disse. G1.com

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