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VOGEL PAINÉIS
O resumo da questão da saúde pública na terceira maior cidade do sul do Brasil, pode ser feito analisando fatos.

Como anda a Saúde em Joinville?

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Opinião : Carlos Alberto Hang

Para além de discursos bonitos e justificativas de diversas ordens, o resumo da questão da saúde pública na terceira maior cidade do sul do Brasil, pode ser feito analisando fatos. No dia de hoje, por exemplo, a lista de espera em oftalmologia está em 3275 pacientes e em urologia são 5072, sendo exemplo nesta especialidade ainda que tem gente aguardando mais de 2 anos e mais de 4100 pessoas na frente.

 

E se tiver um câncer de próstata? E a hipocrisia de campanha de publicidade para que o homem tome consciência e cuide de sua saúde, mas não dispõe de atendimento eficiente na prática? Serve apenas para enriquecer agências de publicidade e mostrar para o povo que o setor público tem investido em ações? E quanto a falta de remédios?

Nossos pacientes psiquiátricos, por exemplo, ficaram dois anos em média sem o medicamento LÍTIO, sendo este medicamento de responsabilidade da prefeitura conforme informaram os funcionários do local, e até retornou, mas já se encontra em falta por meses e sem previsão de entrada. Atendimento psiquiátrico que antes era feita uma vês por mês, depois passou para dois, depois para três e agora chega a quase seis meses entre as consultas?

Que tipo de tratamento é possível neste ritmo? Basta ficarmos ao lado da farmácia dos postos de saúde que as frases que muito ouviremos são: “Estamos em falta deste medicamento”, “Sem previsão para chegada”, “Este medicamente só comprado”, e etc. E o que dizer da farmácia fechar uma vez por semana para repor o estoque e, pior ainda, ter horário específico para  retirada de medicamentos controlados?

Acontece isso com as farmácias privadas? A pública também é paga, e paga com o dinheiro do trabalhador. A falta de remédios, sejam quais forem, deveriam dar obrigatoriedade da prefeitura pagar o medicamente nas farmácias privadas, então veríamos se não iriam fazer de tudo para evitarem tais cursos.

É o povo que precisa se moldar aos interesses dos gestores públicos ou são estes a se adaptarem a realidade do povo? Sim, o serviço de saúde continua muito doente e, pode não estar na UTI em nossa cidade, mas está bem longe do ideal e que faça jus ao direito do povo trabalhador e pagador de impostos.

(opinião do jornalista Carlos Alberto Hang, 03991/SC)

 

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About Carlos Alberto Hang

Carlos Alberto Hang
Carlos Alberto Hang, psicólogo (CRP 11.931/SC) e jornalista (03991/SC), pós-graduado em psicopedagogia, especialista em Educação Infantil & Séries Iniciais; formado também em filosofia, história, letras, teologia, inglês, italiano, espanhol, trabalha com jornalismo desde 1994, ministrante de cursos e palestras, é Embaixador da Embaixada Universal da Paz - Genebra - Suíça - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, é Cônsul de Joinville - Instituto Internacional Poetas del Mundo, detentor do Oscar Brasileiro by Grupo Jornalístico Ronaldo Côrtes de São Paulo) e membro honorário imortal da Academia de Ciências, Letras e Artes de Minas Gerais na cadeira 148. Só permitida a veiculação ou uso do texto acima mediante a nomeação do jornalista e autor do mesmo.
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