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VOGEL PAINÉIS
O Aedes aegypti tem como criadouros os mais variados recipientes que possam acumular água parada.

Focos do mosquito transmissor da dengue crescem 313% em Joinville no ano passado

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Com quatro casos confirmados de dengue com transmissão dentro de Joinville, o número de focos do mosquito Aedes aegypti chegou a 3.328 em 2019. Em comparação com os 806 focos registrados em 2018, são 2.522 focos a mais, o que representa aumento de 313%.

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Os dados da Vigilância Ambiental mostram que os bairros com maior número de focos em 2019 foram o Boa Vista, com registro de 441 focos, Itaum, com 286, Fátima, com 268, e Bucarein, que registrou 215 focos.

O último caso autóctone foi detectado no fim de dezembro, uma moradora do bairro Jarivatuba, que procurou atendimento médico e passa bem. Além dos quatro casos autóctones, foram registrados 14 casos importados, de pessoas que contraíram a doença fora do município. Também foram registrados três casos importados de febre chikungunya.

A preocupação do Serviço de Vigilância é com a transmissão da doença dentro do município, principalmente no bairro Jarivatuba, onde já foram encontrados 190 focos positivos. “Os moradores devem eliminar todo e qualquer tipo de recipiente e, se tiverem algum sintoma da doença, procurar a unidade de saúde mais próxima”, orienta Nicoli dos Anjos, coordenadora do Serviço de Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde (SS).

Os moradores do bairro devem ficar atentos aos sintomas da dengue, que são febre alta, náuseas e vômitos, dor de cabeça e no fundo dos olhos, manchas vermelhas na pele, mal-estar e cansaço extremo, dor abdominal, nos ossos e nas articulações. Segundo Nicoli, as ações no município serão intensificadas, priorizando o bairro Jarivatuba. “Será realizada uma revisão da área, com visitas domiciliares e tratamento dos locais que não possam ter os focos eliminados”, completa.

O Aedes aegypti tem como criadouros os mais variados recipientes que possam acumular água parada. Os mais comuns são pneus sem uso, latas, garrafas, pratos dos vasos de plantas, caixas d’água descobertas, calhas, piscinas e vasos sanitários sem uso.

A fêmea do mosquito pode, também, depositar seus ovos nas paredes internas de bebedouros de animais e em ralos desativados, lajes e em plantas como as bromélias. Para quem tem a suspeita de algum foco do mosquito, basta ligar para a Ouvidoria da Prefeitura de Joinville, no telefone 156, e fazer a denúncia.

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