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VOGEL PAINÉIS
Ginecologista e mestre em Saúde, Natacha Machado alerta: se não tratados, os sintomas da menopausa podem interferir na saúde, na rotina e na qualidade de vida das mulheres

Menopausa: médica de Joinville explica como lidar com os efeitos físicos e emocionais

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Presentes em mais da metade dos casos, os fogachos ou ondas de calor são considerados, pela maioria das mulheres, o principal sintoma da menopausa, mas se engana quem pensa que esse é o único sinal de que a fase reprodutiva feminina está chegando ao fim. Além dos “calorões”, inúmeros outros sintomas atrapalham a rotina, a saúde e a qualidade de vida de mulheres entre 45 e 55 anos em média – ou, em situações precoces, antes mesmo dos 40 anos.

A ginecologista e mestre em Saúde, Natacha Machado, explica que a menopausa é uma fase inevitável na vida de toda mulher, quando os ovários param de produzir óvulos, hormônios e a menstruação cessa definitivamente. “Cerca de cinco anos antes da menopausa, a mulher já vive o climatério, que é uma fase de transição, com irregularidades no ciclo menstrual e início de alguns sintomas. A menopausa é confirmada um ano após a última menstruação”, diz.

De acordo com a médica e professora da cadeira de Ginecologia do curso de Medicina da Univille, a lista de sintomas vai muito além do “famoso” fogacho. Os problemas incluem falta de memória, insônia, dores de cabeça, queda de cabelo, enfraquecimento das unhas, problemas de pele, instabilidade emocional, variação de humor, dor articular, aumento nos riscos de problemas cardiovasculares e osteoporose, cansaço, irritabilidade, perda do desejo sexual, ressecamento vaginal, coceiras e vaginites, aumento de peso, ganho de gordura abdominal e, inclusive, ansiedade e depressão.

Por mais difícil ou assustador que esse período da vida da mulher pareça, a boa notícia é que os sintomas podem ser controlados e a qualidade de vida, recuperada. “É perfeitamente possível que as mulheres atravessem essa fase de uma maneira mais leve e feliz. Não há porque sofrer e achar que isso é natural da idade se existe tratamento disponível”, diz Natacha.

Segundo a médica, a medicina está a favor das mulheres. “Imagine que o climatério comece, em média, cinco anos antes da menopausa, que costuma durar cerca de dez anos. A mulher não pode estar condenada a viver uma década e meia sofrendo”, calcula.

Os tratamentos, orienta a ginecologista, dependem do tipo e da intensidade dos sintomas e exigem um acompanhamento médico. “É importante que o médico conheça a história clínica da paciente para definir o tratamento”, diz. Entre as opções estão o comportamental (mudança de hábitos alimentares, exercícios físicos regulares, práticas de meditação e ioga etc), fitoterápico, uso de inibidores de serotonina ou hormonal.

No caso das terapias de reposição, o receio de muitas mulheres sobre o uso de hormônios precisa ser discutido e os tabus e mitos, desfeitos. “O médico irá sempre prescrever o tipo de tratamento que a mulher precisa e que pode receber. Em pacientes com risco aumentado de câncer ou trombose, por exemplo, há outras alternativas que não, necessariamente, reposição hormonal”, explica Natacha.

Segundo a ginecologista, se a mulher estiver atenta aos sinais do próprio corpo e for acompanhada por um especialista, é possível passar pela menopausa com sucesso. “O que as mulheres não podem é achar que tudo é normal da idade ou associar os sintomas ao estresse e à rotina atribulada da casa ou do trabalho. Normal é sentir-se bem, estar feliz e ter qualidade de vida. Fora isso, é preciso descobrir o que incomoda e buscar tratamento”, finaliza.

About Graziela Lindner

Graziela Lindner
Graziela Lindner é jornalista formada pela Univali (Itajaí-SC). Natural de Joinville-SC, tem 20 anos de experiência. Trabalhou durante dez anos em jornal diário e atualmente mantém atividades nas áreas de comunicação corporativa, assessoria de imprensa, eventos e relacionamento com a mídia.
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