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VOGEL PAINÉIS
Dentre os vetos mantidos está aquele que vedava o uso de algemas quando não havia resistência à prisão.

Fundo eleitoral, uma ofensa à sociedade

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Está em discussão na Câmara dos Deputados o projeto de lei que altera as regras de financiamento das campanhas eleitorais. Um dos pontos toca na ampliação do repasse dos recursos aos fundos partidários.

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A Associação Empresarial de Joinville (ACIJ) é contra o aumento da verba porque será custeada pelos tributos pagos por contribuintes e, neste sentido, enviou documento para todos os deputados federais de Santa Catarina se posicionarem contrários ao aumento. Não há como a sociedade custear políticos que pretendem se eleger à custa do cidadão.

“O fundo pode chegar a R$ 3,7 bilhões ao ano e, ao considerarmos os anos onde não há campanha eleitoral os recursos são canalizados aos partidos. É preciso questionar a finalidade que está sendo dada aos recursos”

Quem quiser se candidatar que assuma as suas despesas. Nenhum de nós fez sua carreira profissional ou empresarial com contribuição de verba pública. Porque os políticos têm de ter essa primazia?

O fundo pode chegar a R$ 3,7 bilhões ao ano e, ao considerarmos os anos onde não há campanha eleitoral os recursos são canalizados aos partidos. É preciso questionar a finalidade que está sendo dada aos recursos. Não faz o menor sentido vermos nossos representantes legislando em causa própria. Até o momento não houve nenhuma medida concreta que levasse o país ao rumo do crescimento econômico e do pleno emprego, somente muita conversa e pouca atitude.

Todo setor produtivo aguarda medidas econômicas que estimulem a competitividade e o crescimento das empresas, especialmente na direção da redução dos impostos. Nada feito ainda. Essa é a verdade. Esperamos que os 16 integrantes da bancada parlamentar catarinense não nos desapontem e adotem uma postura em favor dos cidadãos, da eficiência do setor público, da competitividade equilibrada das empresas catarinense frente aos demais estados e contra o fundo eleitoral.

Quanto a Santa Catarina, é necessário apaziguar os ânimos. A impressão que nos passa é de que o governo e o contribuinte estão em lados opostos. É preciso compreender que todos estão do mesmo lado. Em favor do desenvolvimento de Santa Catarina. Embora nosso estado seja o maior empregador do país, ainda há 277 mil pessoas sem ocupação, segundo dados do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Gerar emprego e renda precisam ser a prioridades do governo em vez de pensar somente em aumentar a arrecadação. Isso empobrecerá ainda mais a população que pagará a conta.

A ACIJ é contrária ao fundo eleitoral. Defendemos que as campanhas devem ser bancadas por candidatos e seus partidos políticos, e as verbas públicas destinadas para a saúde, educação, segurança e infraestrutura. Proibiram a doação de empresas para as eleições e usam os tributos que essas mesmas pagam para criar e inflar o tal fundo partidário denominado de público. Ao final, a equação é a mesma. Estão brincando com nossa inteligência.

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