Últimas notícias
Home » Sáude » Confirmados 15 casos de sarampo no Estado
VOGEL PAINÉIS
A transmissão ocorre de pessoa a pessoa por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar.

Confirmados 15 casos de sarampo no Estado

Compartilhe

O sarampo é uma doença respiratória, exantemática aguda e extremamente contagiosa, que pode evoluir com gravidade e cursar com complicações como pneumonia e encefalite.

Siga-nos também no Instagram!  Clique Aqui

Siga-nos  no Twitter ! Clique Aqui

Participe do Facebook  Aconteceu em Joinville – Clique Aqui

A transmissão ocorre de pessoa a pessoa por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar. O contágio tem sido descrito por dispersão de aerossóis com partículas virais no ar, em ambientes fechados, como escolas, creches e clínicas.

A distribuição é universal e acomete indivíduos de todas as idades. O sarampo é transmitido seis dias antes e quatro dias após o aparecimento do exantema, sendo o período de maior risco dois dias antes e dois dias após o início do exantema. No Brasil, o sarampo é uma doença de notificação compulsória devendo estas serem notificadas às secretarias de saúde em até 24 horas.

Entre os anos de 1968 até 1991, o país enfrentou nove epidemias, sendo, em média, uma a cada dois anos. Na década de 80, ocorreu um declínio gradativo no registro de óbitos, atribuído ao aumento da cobertura vacinal e à melhoria na assistência médica. Em 1992, com a elaboração do plano nacional, o Brasil adotou a meta de eliminação do sarampo para o ano 2000 e, desde 2001, não existem casos autóctones desta doença no país.

Em setembro de 2016, como resultado das ações de vigilância, laboratoriais e de imunização, o Brasil recebeu o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo pela Organização Mundial da Saúde (OMS), declarando a região das Américas livre da doença. No período de 2016 e 2017, nenhum caso de sarampo foi registrado no país.

No entanto, durante o ano de 2018, casos importados da Venezuela desencadearam surtos nos Estados do Amazonas e Roraima. Além disso, a presença de navios de cruzeiros com tripulantes não vacinados contribuiu para o aparecimento de novos surtos que persistem durante o ano de 2019 em diversos estados do país (São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro).

Sarampo em Santa Catarina

A circulação endêmica do vírus do sarampo foi interrompida no estado no ano 2000. Desde então, registraram-se casos esporádicos e importados em 2001 (1 caso), 2013 (2 casos) 2005 (4 casos) e, em 2013 (1 caso). Todos relacionados com histórico de viagens internacionais identificados com genótipo D8, que circula no continente europeu. Os últimos óbitos no estado foram registrados em 1992.

No ano de 2019 entre as semanas epidemiológicas 1 a 32, foram notificados 89 casos suspeitos com taxa de notificação 1,3 por 100.000 habitantes. Neste período foram descartados 66 casos, confirmados 15 e 5 estão em investigação (Figura 1).

Fonte: SinanNet/Gal, dados atualizados até 17/08/2019 sujeitos a revisão.

Figura 1. Casos notificados de sarampo segundo classificação e semana de início do exantema. Semana Epidemiológica 01 a 32. Santa Catarina, 2019.

 

Entre os 15 casos confirmados, 3 foram em tripulantes de um navio que atracou no litoral catarinense em fevereiro de 2019 (SE nº 7/2019). Outros 12 casos do surto ativo que se iniciou na semana 29/2019 estão distribuídos geograficamente nos municípios de Florianópolis (10), Guaramirim (1) e Barra Velha (1) (Figura2).

Os casos confirmados até a semana epidemiológica 32 são classificados como importados, pois as evidências epidemiológicas demonstram que, além dos tripulantes do navio de nacionalidade estrangeira, os novos casos registrados a partir da semana 29 tem histórico de residência e/ou deslocamento no período de exposição para o estado de São Paulo, onde está ocorrendo surto. O histórico vacinal de todos dos indivíduos acometidos pela doença é inexistente e/ou inadequado.

Figura 2. Distribuição geográfica dos casos confirmados em municípios com surto ativo de sarampo. Semana epidemiológica 01 a 32. Santa Catarina, 2019.

Entre as semanas epidemiológicas 01 e 32 de 2019, observou-se que a faixa etária com maior número de casos confirmados de sarampo em Santa Catarina, concentra-se nos adultos jovens de 20 a 29 anos, com 7 casos (45%), seguida da faixa etária de 10 a 14 anos com 3 casos (20%).

Fonte: SinanNet/BNS dados atualizados até 17/08/2019 sujeitos a revisão.

Figura 3. Distribuição de casos confirmados de sarampo segundo faixa etária. Semana Epidemiológica 01 a 32. Santa Catarina, 2019.

Recomendações

Considerando a alta transmissibilidade do sarampo, o atual comportamento da doença no cenário brasileiro e surtos ativos em três municípios dos estados de Santa Catarina, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), da Secretaria de Estado da Saúde Santa Catarina, em parceria com as secretarias municipais de saúde, segue com a recomendação que na ocorrência de casos suspeitos de sarampo, sejam reforçadas as medidas de vigilância e controle com objetivo de detectar precocemente os casos e evitar a dispersão viral:

a) Notificação imediata de casos suspeitos (pacientes com febre, exantema, coriza e/ou tosse e/ou conjuntivite);

b) Atenção especial aos casos suspeitos de viajantes e/ou pessoas que tiveram contato com viajantes nacionais e internacionais nos últimos 30 dias;

c) Orientação para o isolamento hospitalar ou domiciliar do caso suspeito até o final do período de transmissibilidade (período de 6 dias antes do aparecimento do exantema até 4 dias após);

d) Bloqueio vacinal dos contatos em até 72 horas e monitoramento destes por até 30 dias;

e) Investigação dos casos quanto a possíveis fontes de infecção;

f) Busca retrospectiva de casos em prontuários de hospitais e laboratórios públicos e privados;

g) Atualização da caderneta de vacinação de crianças e adultos em todas as oportunidades;

h) Coleta de amostras clínicas para sorologia e identificação viral e encaminhamento obrigatório ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/SC).

Ressaltamos que a aplicação das vacinas: tríplice viral e tetra viral é a maneira mais eficaz de prevenir o sarampo, além de proteger também contra a rubéola, caxumba e varicela (catapora). A vacina é administrada aos 12 meses de idade (tríplice viral) com reforço aos 15 meses (tetra viral). Caso a pessoa não tenha se vacinado nesta faixa etária ou não tenha completado o esquema vacinal com duas doses deve, até os 29 anos, receber duas doses da vacina tríplice viral. Dos 30 aos 49 anos, se não vacinado, uma dose.

Facebook Comments

About Redação

Redação
É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do editor da revista. O portal de notícias Aconteceu em Joinville tem o compromisso de levar a informação a população joinvilense através de noticias da nossa região com agilidade e fidelidade aos fatos.
error: Todos os direitos reservados - Aconteceu em Joinville