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VOGEL PAINÉIS
Além dos industriais, a sensação de frustração também esteve entre os pescadores catarinenses artesanais / Foto: Junior Nauperto

Temporada de pesca de tainha termina com números negativos

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Em 2019, a liberação ocorreu em maio e passou por uma longa confusão entre o governo, a justiça e o setor . Apenas no dia 3 de julho, que a justiça autorizou o começo da safra industrial de tainha para as embarcações que não tinham irregularidades no Cadastro Técnico Federal (CTF) e nem a interrupção injustificada do Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite (Preps), durante a última safra.
Decepcionou
De acordo com o portal Engepluspescadores da Colônia de Pesca Z-33, em Balneário Rincão, retiraram do mar quase 50 toneladas de tainha. O presidente da Colônia, João Piccolo afirmou que a quantidade foi bem abaixo do esperado se comparado à expectativa de chegar no mínimo as 80 toneladas capturadas na última safra.
 
Segundo Piccolo, a pesca da tainha não trouxe prejuízos, e nem lucros: “A safra da tainha do ano passado nos deixou ansiosos para este ano, mas não foi o que esperávamos. Os pescadores terão agora a safra da anchova. Em 2018, foram capturados 30 toneladas de peixe, esperamos que esse ano também tenha um número positivo”, comentou.
  
O clima na região não colaborou com a atividade neste ano. “O frio não chegou e o mar agitado foram fatores que fizeram não termos tantas tainhas em Santa Catarina”, explicou Piccolo.
  
Além dos industriais, a sensação de frustração também esteve entre os pescadores catarinenses artesanais. A safra de 2019 foi menor do que a esperada para a pesca de arrasto na praia, e um mês a menos para a pesca industrial teve efeitos na temporada. O presidente da Federação dos Pescadores do Estado de Santa Catarina (Fepesc), Ivo da Silva, falou que até as 14 horas desta quarta-feira (31), a pesca artesanal havia chegado a 1.157 toneladas de tainha. O número decepcionou, se esperava pelo menos duas toneladas de tainha, a quantidade que foi registrada em 2018.
  
Para o presidente da Federação, o clima também foi o principal fator que contribuiu para o resultado em 2019: “O frio veio com menos intensidade, com menos vento sul. As águas estavam quentes no Rio Grande do Sul, e muito peixe deixou de subir e vir para Santa Catarina. Mesmo assim, muitas comunidades pesqueiras no Estado, como em São Francisco do Sul, Barra do Sul, Balneário Camboriú, Palhoça, Garopaba, registraram arrastos de proporções significativas, que não nos deixam tão preocupados” explicou.
  
De acordo com o veículo, o pescador José Volnei Herrdt, que trabalha no Campeche, Sul da Ilha de SC, considera que além do clima, o atraso para a liberação da pesca industrial também refletiu na artesanal. “As embarcações em alto-mar fechavam o cerco e ajudavam os cardumes a entrarem nas costas, onde é realizada a pesca artesanal. Em maio, que é um dos melhores meses da safra, não tinha barco no mar. Os cardumes passaram direto pelo Estado e não entraram nas baías” falou Herrdt.
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