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VOGEL PAINÉIS
Além de ser um dos métodos anticoncepcionais mais seguros e eficazes, implantes hormonais subcutâneos são indicados no tratamento de endometriose, mioma, TPM, menopausa e outros problemas que afetam a vida e a rotina das mulheres

Tecnologia e inovação a serviço da saúde da mulher

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Lançada nos anos 1960, as pílulas anticoncepcionais tornaram-se ícones da revolução sexual. Apesar de sua importância para a história da medicina, o uso de hormônios por via oral vem perdendo espaço para métodos cada vez mais modernos. Depois das versões injetáveis, dos adesivos, anéis vaginais e DIU, as mulheres contam agora com uma dose extra de tecnologia nos cuidados com a saúde.

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Considerado o que há de mais moderno em terapia de reposição hormonal, os implantes subcutâneos se destacam na lista de alternativas inovadoras. Indicado por ser um dos métodos anticoncepcionais mais seguros e eficazes, o implante hormonal é utilizado também no tratamento de endometriose, mioma uterino, fluxo menstrual excessivo ou irregular, cólicas, TPM, falta de libido e na reposição hormonal durante a menopausa.

Mais recentemente, o método ganhou fama nos consultórios do país ao ficar conhecido como “chip da beleza”. Isso porque – se associado a uma rotina de atividades físicas e alimentação saudável -, o implante tem benefícios estéticos e ajuda na redução da celulite e da gordura corporal, no ganho de massa muscular e melhora a disposição para as atividades do dia a dia.

O problema, alerta a ginecologista Natacha Machado, de Joinville, é que a tecnologia, sozinha, não é capaz de fazer milagres. “O uso dos implantes hormonais traz uma série de benefícios à saúde da mulher, mas é necessário que a paciente passe por uma avaliação individualizada”, diz a especialista.

Segundo ela, a escolha do tipo de tratamento e do melhor método para cada paciente deve ser feita em conjunto com o médico, que vai levar em conta uma série de fatores. “A saúde deve estar sempre em primeiro lugar e os ganhos estéticos são consequência. No caso das terapias hormonais, antes de qualquer decisão é necessário levar em conta os hábitos da paciente e seu histórico clínico”, avisa a ginecologista, que também é professora da cadeira de ginecologia da faculdade de medicina da Univille.

Tipos de implantes

Mestre em Saúde, Natacha Machado explica que existem cinco tipos de implantes hormonais, que podem durar de seis meses a três anos. Colocados sob a pele na região dos braços ou nádegas, os implantes são tubetes de silicone (do tamanho de um palito de fósforo) que liberam pequenas doses de hormônios.

Feito no próprio consultório com anestesia local, o procedimento dura cerca de 15 minutos e não exige cuidados especiais ou repouso. Após a colocação do implante, a paciente sai com um pequeno curativo e pode realizar suas atividades diárias normalmente.

O implante hormonal ameniza efeitos colaterais como o cansaço, a indisposição, a retenção de líquidos e a alteração no desejo sexual, causados mais comumente pelo uso de pílulas. “Isso não quer dizer que o implante não tenha, eventualmente, algum efeito colateral, mas as chances são reduzidas”, diz a ginecologista.

Por via oral, por exemplo, os medicamentos são metabolizados pelo fígado e, como uma parte deles é “perdida” neste processo, as doses precisam ser maiores. Quando o hormônio é administrado de forma subcutânea, as chances de efeitos colaterais são menores.

Outra vantagem é que os implantes facilitam o dia a dia, já que as mulheres não precisam mais controlar o uso de anticoncepcionais em doses diárias (pílula) ou mensais (injetáveis).

A dica, comenta Natacha, é que as pacientes busquem informações sobre cada método e contem com o acompanhamento de profissionais de saúde que estejam atentos às novas tecnologias. “A medicina não para de evoluir e as mulheres contam com opções cada vez mais modernas para tratar qualquer tipo de problema. O caminho é se informar e ter sempre uma conversa franca e esclarecedora com seu médico”, aconselha.

  • Para saber mais sobre saúde da mulher, basta seguir a ginecologista Natacha Machado no Instagram @natachamachado.

About Graziela Lindner

Graziela Lindner é jornalista formada pela Univali (Itajaí-SC). Natural de Joinville-SC, tem 20 anos de experiência. Trabalhou durante dez anos em jornal diário e atualmente mantém atividades nas áreas de comunicação corporativa, assessoria de imprensa, eventos e relacionamento com a mídia.
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