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VOGEL PAINÉIS
No depoimento, ele contou que a mãe dele teria fechado o porta-malas, onde Gabriella teria sido transportada

Suspeito nega que roupa de namorada morta com tiro tenha sido trocada antes da chegada ao hospital

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Leonardo Natan Chaves Martins, de 21 anos, suspeito de ter matado a namorada Gabriela Custódio da Silva, de 20, com um tiro no peito, nega que a roupa da jovem tenha sido trocada antes da chegada ao hospital Bethesda, em Joinville, no norte do estado, conforme acredita a família dela. Ele se apresentou na Delegacia de Homicídios da cidade, na tarde de quinta-feira (25).

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O caso ocorreu na terça-feira (23) e câmeras de segurança registraram quando o namorado abandona a vítima no pronto-socorro. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. O corpo de Gabriella foi enterrado por volta das 9h de quinta em Penha, no Litoral Norte.

NSC TV teve acesso ao depoimento prestado por Martins à polícia. No documento o suspeito diz que acha que a blusa mostrada pela irmã de Gabriella em entrevista à emissora, se trata de uma roupa levada pela mãe dele ao hospital, acreditando que a jovem ficaria boa e precisaria dela.

No depoimento, ele também contou que antes de sair na carro com a jovem, a caminho do hospital, a mãe dele teria fechado o porta-malas, onde Gabriella teria sido transportada até a unidade.

Sobre o fato de uma pessoa ter sido presa embriagada ao tentar sair com o veículo dele, disse que nem ele, nem o pai sabiam o que tinha acontecido. Eles apenas teriam deixado o carro na casa de um amigo do pai, mas não pediram que ninguém o retirasse de lá.

Martins chegou à delegacia por voltas das 16h. O depoimento dele durou quase três horas. Após o interrogatório feito pelo delegado Eliezer Bertinotti, o suspeito deixou Delegacia de Homicídios de Joinville, em liberdade. A Polícia Civil segue investigando o caso e vai decidir se pede a prisão preventiva dele.

Conforme o advogado do suspeito, ele argumentou que o tiro foi acidental, enquanto mostrava para Gabriella a arma que o pai havia comprado.  O delegado disse que deve ouvir a família da vítima na tarde desta sexta-feira (26).

Chorando, ele pede que as pessoas não o julguem sem saber o que, de fato, aconteceu / Reprodução / Reprodução

Imagens

Nas imagens das câmeras de segurança do hospital, o namorado chega na recepção do pronto-atendimento às 17h24 de terça-feira (23). Na sequência, pede ajuda a enfermeiros e entra com ela no colo. Menos de um minuto depois, ele deixa o hospital.

Morte

A jovem morreu após ser baleada na casa da sogra no distrito de Pirabeiraba, em Joinville. Depois ela foi levada para a unidade de saúde dentro do porta-mala do carro.

“Quem estava ali, o próprio guarda, o próprio pessoal que estava ali, viram que ela chegou dentro do porta-mala. Depois que ele deixou ela, ia pegar os documentos pra fazer a ficha, mas não retornou mais”, disse o diretor do Hospital Bethesda, Hilário Dalmann.

“Foi tentado reanimar durante 20 minutos, sem sucesso, porque ela chegou sem sinais vitais. Ela levou um tiro no tórax superior direito”, explicou o diretor da unidade.

Gabriella Custódio da Silva foi atingida por arma de fogo — Foto: Reprodução/ Redes sociais

Gabriella Custódio da Silva foi atingida por arma de fogo — Foto: Reprodução/ Redes sociais

 Roupa trocada

A irmã de Gabriella, Andreza Custódio Silva, disse à NSC TV que a roupa da jovem foi trocada antes de ela ser levada ao hospital. “Essa camiseta foi entregue no hospital, estava nela. Não tem tiro nenhum. Eles trocaram o vestidinho que ela tinha. Não tem tiro, não tem marca, não tem nada”, disse Andreza.

Ainda segundo Andreza, o pai que reside em Penha, município que fica a 69 quilômetros de Joinville onde ocorreu o crime, precisou ligar em diversos hospitais para descobrir onde a filha havia sido deixada.

“Os meus pais ficaram muito preocupados com ela. Ligavam e ela não atendia. Depois de muito tempo o pai dele mandou um áudio dizendo que tinha acontecido uma fatalidade e o Leonardo tinha atirado na minha irmã. Disse que não podia falar mais nada e não nos atendeu. Meu pai me ligou para eu ir ao hospital. Ele teve que ligar em todos os hospitais para saber onde estava”, afirma a irmã.

Segundo a irmã, Gabriella não chegou a comentar atitudes agressivas de Martins. “Ela sempre falava que ele era maravilhoso com ela. Agora a gente descobriu um monte de coisa. Que ele batia nela, ameaçava, que uma vez ele tentou jogar o carro dele com a mãe dele e com ela dentro, para matar as duas”, disse.

As irmãs Gabriella e Andreza — Foto: Arquivo Pessoal/Pessoal

As irmãs Gabriella e Andreza — Foto: Arquivo Pessoal/Pessoa

Investigação

O delegado Eliezer Bertinotti liberou Leonardo até concluir as investigações do inquérito. “A gente instaura o procedimento de acordo com aquilo que a gente recebe. O que a gente tem até agora é que o companheiro efetuou disparo contra companheira”, explicou.

A sogra de Gabriella prestou depoimento e afirmou que ouviu o disparo, mas não viu o casal após o tiro, segundo a Polícia Civil. Os policiais que atenderam o caso também prestaram depoimento.

O carro foi apreendido e arma usada no crime não foi encontrada.

Gabriella Custódio da Silva foi atingida por arma de fogo — Foto: Reprodução/Facebook

Gabriella Custódio da Silva foi atingida por arma de fogo — Foto: Reprodução/Facebook

Prisão de homem bêbado

Conforme o delegado Bertinotti, o namorado saiu do hospital e retornou para casa, onde deixou o veículo e fugiu. Em seguida, ele teria entrado em contato com pai dele para pedir ajuda. Um amigo do pai foi retirar o carro da casa.

“Quando o amigo do pai estava saindo com o veículo, a polícia chegou ao local e realizou a prisão dele por embriaguez ao volante, já que ele estava sob o efeito de bebida alcoólica”, explicou Bertinotti.

A Polícia Militar foi quem abordou o homem. Conforme o major Screpanti, foram feitas rondas em busca da Captiva. O carro foi encontrado com três ocupantes, todos testemunhas do crime. O motorista estava alcoolizado. Com informações de G1.com/sc

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