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Instituição é referência nacional em transplantes / Foto Pró Rim / Divulgação

Doença ainda é desconhecida da população mundial

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O mês de junho recebe a cor verde na luta contra o Câncer de Rim, uma doença silenciosa e um risco global para a saúde. O Dia Mundial do Câncer de Rim, comemorado no último dia 20 de junho, tem o intuito de alertar e conscientizar a população sobre essa doença, um dos cânceres que mais crescem no mundo.

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Segundo a International Kidney Cancer Coalition (IKCC) existem mais de 350 mil novos casos de câncer de rim diagnosticados a cada ano. Entre os fatores de risco estão o envelhecimento, obesidade, hipertensão arterial e tabagismo.

Diferente dos outros tipos de câncer, o renal ainda é um assunto desconhecido da sociedade, independente de suas causa, sintomas e tratamentos. Segundo dados do Ministério da Saúde, esse problema representa 3% das doenças malignas que acometem adultos em todo o mundo e por não fazer parte do grupo de tumores malignos mais recorrentes.

O médico nefrologista Dr. Marcos Vieira, da Fundação Pró-Rim – referência nacional na prevenção, no tratamento de doenças e transplantes renais – explica mais sobre essa doença. Confira:

1 – O que é câncer de rim?

Os rins são os órgãos responsáveis pelo equilíbrio de água e sais do corpo, além de exercer uma função importante na eliminação de substâncias metabolizadas pelo organismo. Existem vários tipos de câncer de rim, mas o tipo mais comum do câncer nos rins é o carcinoma de células renais, que representa aproximadamente 90% dos casos que se origina nos rins. É uma consequência da transformação das células dos túbulos que formam os néfrons, que passam a se proliferarem de forma anormal e até, em alguns casos, invadir outras partes do corpo (chamado de metástase).

2 – Quais são os fatores de risco?

Pessoas com hipertensão arterial, obesas e fumantes têm maiores chances de desenvolver o câncer de rim. Algumas síndromes genéticas raras também aumentam o risco de desenvolver o problema. O uso de diuréticos, especialmente em mulheres, também é considerado um grupo de risco para tumores renais. Além disso, pacientes com insuficiência renal crônica em uso de hemodiálise estão sob um maior risco de desenvolver câncer de rim.

3 – Quais são os sinais e sintomas?

Como ele é um órgão que se localiza mais profundamente no abdômen, sintomas mais intensos e possibilidade de palpação do câncer só ocorrem quando a doença está mais avançada. Muitos casos são descobertos já com metástases. O câncer de rim pode se manter oculta durante um longo período. Somente 10% dos pacientes se apresentam com os sintomas clássicos da doença como dor no abdômen, sangue na urina, massa palpável no abdômen. Outros sinais menos específicos podem estar presentes como perda de peso, febre, cansaço, suor excessivo a noite, pressão alta.

4 – Como é o diagnóstico?

Normalmente se faz o diagnóstico por acaso quando o paciente faz um exame de imagem e acaba descobrindo um módulo no rim. O diagnóstico pode ser feito por ultrassom. Na presença de nódulo ou massa renal, é obrigatória a realização de uma tomografia computadorizada. Essa técnica é bastante confiável para sugerir se o tumor é maligno ou benigno. Além disso, pode-se fazer a ressonância magnética, que verifica as alterações vasculares e cistos renais complexos.

5 – Como é o tratamento?

O tratamento do câncer renal depende do tamanho do tumor e se há metástase ou não. Quando a doença está apenas no rim, o tratamento é feito com a cirurgia de retirada parcial ou total do rim. Entretanto, quando a doença já se apresenta com metástases, o protocolo de tratamento é mais severo. Em muitos casos o objetivo do tratamento passa a ser frear o avanço da doença. É fundamental, o tratamento conjunto com especialistas de outras áreas, como oncologista, urologista e nefrologista. Além do acompanhamento de psicólogo e nutricionista.

6 – Como prevenir este tipo de câncer?

A melhor forma de prevenir a doença é manter hábitos de vida saudável e estar atento ao próprio corpo, comunicando o seu médico as alterações no funcionamento do seu organismo. É importante ter o acompanhamento regular com o médico para um diagnóstico precoce do câncer através de exames de imagem e de urina.

A importância de um diagnóstico

Dr. Marcos reafirma a importância do diagnóstico precoce. “Quanto mais cedo o paciente realizar o diagnóstico, mais chances de cura”, destaca. O diagnóstico precoce permite ao médico identificar o tumor quando ele está em seus estágios iniciais, localizado ainda dentro dos rins.

Quando o câncer está concentrado apenas em um lugar, o tratamento torna-se mais simples do que em um estágio avançado em que tenha se espalhado para outras partes do corpo.

Para finalizar, é importante lembrar-se de manter um estilo de vida equilibrado, com bons hábitos, alimentando-se adequadamente.

 

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