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VOGEL PAINÉIS

Opinião: Carlos Alberto Hang: Politikós: Vamos falar um pouco de política

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Etimologicamente originada de polis (cidade), a palavra política (politikós) é um termo de origem grega que sinaliza as ações relativas às cidades-estados, sendo a arte de gerir destinos.

 

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Platão defendia que decisões de caráter político deveriam ser de responsabilidade de indivíduos verdadeiramente preparados para ocupar cargos públicos e que deveriam ser filósofos, e se não o fossem, que viessem então a tornarem-se filósofos.

Este mesmo filósofo dizia que o maior bem de uma cidade seria a unidade e, o maior mal, a discórdia. Aristóteles defendia a posição de que o governo deve vir a promover justiça e vida adequada para que os cidadãos vivessem numa cidade feliz.

 

Já na Idade Média nos deparamos com o pensamento de Santo Agostinho, o qual dizia que o Estado tem a função principal de controlar e vigiar o povo para que este não ceda às paixões, equívocos e pecados de toda ordem, e ainda dizia que o Estado considerado ideal seria aquele que imitasse a perfeição divina.

 

 

 

E no cenário do Renascimento Cultural, ocorrido do século XIV ao XVI, encontramos Nicolau Maquiavel, autor da obra O Príncipe, na qual descreve como um governante deve ter suas ações conduzidas para que seus objetivos sejam alcançados, sinalizando que não se deve preocupar com os meios para que seja alcançado um intento e que devem ser empregados os meios mais perversos para vencer aos inimigos.

Maquiavel dizia que se faz necessário para que um príncipe se mantenha no poder que aprenda a poder ser mau e se valha ou deixe de valer-se disso segundo a necessidade. É este pensador, considerado um dos fundadores do pensamento político moderno, e tantos outros que vieram a contribuir para o conceito de política, desde o tempo da Grécia Antiga.

 

 

Mas aqui estamos nós, ora despreocupados, ora céticos ou ora militantes diante do cenário político nacional. Estamos vivenciando um período em que a política é colocada em voga e, com a nova revolução tecnológica, ferramenta primordial da aldeia global na atualidade, temos um novo cenário político em ação, seja dos políticos, seja dos eleitores. Nossas redes sociais permanecem repletas de manifestações de toda ordem, trazendo de tudo, como algumas informações verídicas, outras falsas e outras nem tanto uma e nem outra posição coerente.

 

Percebemos um arsenal de eleitores, feitos verdadeiros militantes partidários, defendendo seus candidatos, querendo vê-los em primeiro lugar nas pesquisas, bem que, para isso, busquem defeitos dos adversários em detrimento das qualidades dos próprios candidatos acolhidos como seus.

 

 

 

Confesso que nunca vivi diante de tantos encontros de bate papos sobre política no Twitter, no Facebook, televisivo ou ainda mesmo nas escolas e no trabalho, como na atualidade. Vale aqui destacar que cada lado defende o que acredita ou tem possibilidade de compreensão de que se trata do melhor.

E tudo isso é muito rico e grita no melhor tom dizendo que estão interessados sim pela política os brasileiros. Diante das questões de discussão, dos boatos ou das informações infundadas ou desencontradas, a vontade de envolvimento político suplanta tudo isso, pois antes toda esta movimentação do que uma ação estática, apática ou de conformismo.

Quem estiver à frente desta imponente nação, seja em que posição política for, precisa do apoio de todos nós, pois o país não é dividido, mas um só, e o bem produzido pelo governo deverá se estender para todos. Tendo votado ou não no candidato vencedor, cabe a cada um de nós, na mesma medida, dar apoio para que o governo venha a trazer benefícios de toda ordem para a nação brasileira, devendo também monitorar aos seus passos.

Ninguém deve virar as costas e aguardar as próximas eleições ou ainda ficar desejando que o governo seja um caos para justificar suas posturas eleitoreiras não conquistadas, mas no ideal político platônico disposto na unidade, promovermos dias melhores.

Não existiu e nunca existirá um governo perfeito, mas poderá ser melhor quando governado numa só voz em conjunto ao seu povo, por isso estamos numa democracia (demokrateia) que é o governo do povo. Portanto, seja quem for vencer o pleito eleitoral, que receba nosso apoio e que os vencidos tenham humildade de aceitar o desejo da maioria e que os vencedores estendam as mãos aos vencidos para que unidos sejamos melhores. Isto sim é uma questão democraticamente política.

 

Todo voto deve ser feito in foro conscientiae, isto é, no tribunal da consciência de cada eleitor e nunca um jogo de azar pois cada um de nós é um tijolo diante da construção de nosso país e temos que fazer da política uma ferramenta eficaz diante da busca de dias melhores para todos nós. Lembramos sempre da máxima do filósofo francês Joseph-Marie Maistre (1753-1821) que escreveu seu nome na história ao afirmar que “cada povo tem o governo que merece”.

 

 

(Texto de autoria de Carlos Alberto Hang, psicólogo (CRP 11.931) e jornalista (03991), pós-graduado em psicopedagogia, especialista em Educação Infantil & Séries Iniciais; formado também em filosofia, história, letras, teologia, Gastronomia, Logística, inglês, italiano, espanhol, Política Contemporânea, Gestão de Pessoas, Gestão de Marketing, Promoção de Saúde e Prevenção de Drogas, Gestão na Administração Pública, Oratória, Técnico de Segurança do Trabalho, Extensão em Psicanálise, Psicologia Clínica e Comportamental, Coaching, piano, trabalha com jornalismo desde 1994, ministrante de cursos e palestras, é Embaixador da Embaixada Universal da Paz – Genebra – Suíça – Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, é Cônsul de Joinville – Instituto Internacional Poetas del Mundo, detentor do Oscar Brasileiro by Grupo Jornalístico Ronaldo Côrtes de São Paulo) e membro honorário imortal da Academia de Ciências, Letras e Artes de Minas Gerais na cadeira 148. Só permitida a veiculação ou uso do texto acima mediante a nomeação do jornalista e autor do mesmo.)

 

 

 

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Carlos Alberto Hang
Carlos Alberto Hang, psicólogo (CRP 11.931/SC) e jornalista (03991/SC), pós-graduado em psicopedagogia, especialista em Educação Infantil & Séries Iniciais; formado também em filosofia, história, letras, teologia, inglês, italiano, espanhol, trabalha com jornalismo desde 1994, ministrante de cursos e palestras, é Embaixador da Embaixada Universal da Paz - Genebra - Suíça - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, é Cônsul de Joinville - Instituto Internacional Poetas del Mundo, detentor do Oscar Brasileiro by Grupo Jornalístico Ronaldo Côrtes de São Paulo) e membro honorário imortal da Academia de Ciências, Letras e Artes de Minas Gerais na cadeira 148. Só permitida a veiculação ou uso do texto acima mediante a nomeação do jornalista e autor do mesmo.
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