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VOGEL PAINÉIS
Impedida de participar, a atleta competiu, mas recebeu tratamento diferenciado, alega pai em em nota / Confederação defende que cumpriu a decisão original Foto/ Arquivo Pessoal

Pai de atleta trans relata episódios de preconceito em competição de patinação

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Atleta trans, a patinadora Maria Joaquina Reikdal, de 11 anos, compete há dois anos e tem uma trajetória marcada pela luta para praticar a modalidade. O pai e treinador dela, Gustavo Uchôa Cavalcanti, escreveu um texto para o site da revista Marie Claire em que relata episódios de discriminação e preconceito por que ela passou durante o Campeonato Sul-Americano disputado em Joinville.

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Maria inclusive teve que recorrer à Justiça para poder concorrer, mas segundo o pai dela, foi tratada de maneira totalmente discriminatória. “Os organizadores do evento fizeram uma foto oficial e somente Maria não foi convidada. Deram presentes para todos, menos para Maria. Isso machucou muito ela’, escreveu Gustavo. Ainda segundo Gustavo, Maria não competiu em igualdade de competições com as demais patinadoras.

Arquivo Pessoal

Maria Joaquina em competição Imagem: Arquivo Pessoal

Presidente da Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação rebate

“O documento dela é de menino. Então, ela não pode patinar como menina.” Esse é o principal argumento usado por Moacyr Neuenschwander Junior, presidente da CBHP (Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação) e da CSP (Confederação Sul-Americana de Patinação) para que a patinadora Maria Joaquina, menina transgênero de 11 anos, não pudesse participar de competições dessas entidades.

A discussão começou em 2018, quando a jovem tentou disputar o Campeonato Brasileiro. Ela acabou sendo aceita e ficou em segundo lugar na competição. Segundo seus pais, que adotaram Maria Joaquina e seus dois irmãos em 2016, as cinco primeiras colocadas se classificariam para o Sul-Americano, mas Maria Joaquina não foi convocada.

Print do documento com a Ordem de Saída das patinadoras | Foto: Reprodução/CBHP

Teve início, então, uma briga judicial que se estendeu até um dia antes do início da competição, na última segunda-feira (22). Maria Joaquina entrou na pista chorando e caiu diversas vezes. Segundo os pais, ela seria a última a patinar, mas, dez minutos antes, a ordem das apresentações foi alterada, fazendo com que ela tivesse que entrar imediatamente, sem testar a pista.

Em entrevista exclusiva à Universa, Neuenschwander Junior explica as motivações de ambas as federações, diz que “o que tem de mentira e baboseira nas redes sociais e em matérias publicadas até agora é brincadeira”, afirma que dará sequência à ação judicial e que vai até o fim. “Nós vamos, para proteger essa criança e as entidades.”

 

 

Pai da patinadora trans Maria relatou episódios de preconceito contra a filha em competição. Foto: Acervo Pessoal

Pai da patinadora trans Maria relatou episódios de preconceito contra a filha em competição. Foto: Acervo Pessoal

“E no dia da competição, mesmo ela tendo liminar que garantia seu direito como todos no campeonato, ela foi a única atleta que não pode ter o reconhecimento de pista e a única atleta do Brasil que não tinha o uniforme da delegação’, relatou Gustavo.

De acordo com o texto, Maria deveria ser a 17° atleta a competir, mas mudaram o cronograma em cima da hora e ela foi a primeira a se apresentar.

“Ela nem estava pronta ainda, pois na previsão tinha duas horas para preparar cabelo maquiagem. Fizeram de maldade. Porque mesmo questionado sobre esta mudança de regra, não apresentaram nenhum documento ou explicação plausível na hora”, desabafou Gustavo. Fonte Yahoo esportes / Universa.uol.com.br

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