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VOGEL PAINÉIS
Estima-se que em torno de 25% da população brasileira adulta possui a doença, chegando a mais de 50% na terceira idade /

Hipertensão arterial é a principal causa de mortes por doenças cardíacas no Brasil

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A hipertensão arterial está relacionada com a morte de cerca de 30 milhões de pessoas por ano no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde. E na semana em que se celebra o Dia Nacional de Combate à doença, a diretora médica do Frischmann Aisengart, Ghanem Laboratório, da Dasa, Dra. Myrna Campagnoli, faz um alerta: a doença se perpetua no país porque a maior parte da população não trata adequadamente a doença, o que gera consequências graves.

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A hipertensão arterial ou pressão alta é uma doença crônica caracterizada por níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. É um dos principais fatores de risco para a ocorrência de Acidente Vascular Cerebral (AVC), infarto do miocárdio, aneurismas, insuficiência cardíaca e doença renal crônica.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão, a doença é muito comum, acomete uma em cada quatro pessoas adultas. “Por consequência disso, estima-se que em torno de 25% da população brasileira adulta possui a doença, chegando a mais de 50% na terceira idade e cerca de 5% das crianças e adolescentes no Brasil. É responsável por 40% dos infartos, 80% dos AVC e 25% dos casos doença renal fase terminal”, pondera a especialista.

“Por se tratar de uma doença que pode ter comportamento silencioso, o paciente às vezes só a descobre nos casos mais graves, quando dá entrada no hospital”, considera a médica. Por isso, a avaliação correta e a interpretação da pressão arterial são essenciais para o diagnóstico. “É importante procurar um médico ao identificar qualquer alteração e o ideal é realizar exames complementares conforme a indicação do profissional.

A pressão alta não tem cura, mas tem tratamento, pode ser controlada e somente um médico poderá determinar o melhor método para cada paciente”, explica. Os sintomas mais comuns apresentados por pessoas hipertensas são dor de cabeça, falta de ar, visão borrada, sensação de desconforto nos ouvidos, tontura e dores no peito.

Após o diagnóstico e a indicação do tratamento, o paciente deve seguir à risca as indicações prescritas pelo médico. De acordo com o Ministério da Saúde, a doença pode ter causas genéticas e/ou associadas aos hábitos de vida do indivíduo. “Isso se dá pelo fato de que se estima menos da metade da população trata corretamente a doença, cerca de 10 a 35% somente”, aponta Dra Myrna.

A pressão alta faz com que o coração exerça um esforço maior do que o normal para distribuir o sangue no corpo, o que se intensifica no caso de obesos, um dos grupos mais propensos a desenvolver a doença. “O excesso de peso, aliado ao sedentarismo e à má alimentação com produtos altamente gordurosos e ricos em sal, é fator de alto risco para o hipertenso”, diz a médica. Dados do Ministério da Saúde indicam que 53% da população brasileira está acima do peso e cerca de 46% pratica atividade física de forma insuficiente.

O avanço da idade também merece a atenção dos pacientes. Dra Myrna Campagnoli esclarece que, na terceira idade, a pressão alta pode ser desencadeada por outras doenças, como doença renal, diabetes e aterosclerose (placas de gordura nas artérias). “Pacientes idosos apresentam um aumento da rigidez das artérias, o que eleva a pressão dentro dos vasos sanguíneos”, explica.

Como se prevenir?

  • Aferir a pressão arterial anualmente a partir dos 18 anos de idade;
  • Praticar atividades físicas regulares, como uma caminhada diária de 30 minutos, pelo menos cinco vezes por semana;
  • Evitar consumo excessivo de álcool e cigarro;
  • O consumo de sódio deve ser moderado, no máximo 2,3 gramas por dia, de acordo com a profissional. Evite temperos prontos, como molho shoyu, caldo de galinha, sopas industrializadas e tempero para macarrão instantâneo;
  • Opte pelo mais saudável: procure alimentos frescos em supermercados e feiras da sua região. Produtos em conserva como milho, ervilha e pepino, por exemplo, são mais práticos e de fácil manuseio, mas são altamente ricos em sódio e não possuem o mesmo sabor do alimento original, pois contêm conservantes e corantes que alteram paladar.

 

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