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Os óbitos pela doença também aumentaram 67%, entre 30 de dezembro e 16 de março de 2019,

Secretaria da Saúde confirma terceiro caso de dengue contraída em Joinville

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A Secretaria de Saúde de Joinville confirmou nesta quarta-feira (10/4), o terceiro caso de dengue autóctone, ou seja, contraída dentro do território do município. O paciente é um homem de 66 anos, morador da Zona Industrial Norte. Ele já recebeu atendimento médico e passa bem.

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Desde janeiro, Joinville registrou três casos de dengue autóctone, dois alóctones (contágio em outras localidades) e um indeterminado.

Com 1003 focos confirmados até hoje, Joinville é o município catarinense com maior número de focos identificados do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus, febre chikungunya e febre amarela.

De acordo com a coordenadora do Serviço de Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde de Joinville, Nicoli dos Anjos, embora a maioria dos focos tenha sido identificada em armadilhas instaladas pelos agentes de endemia, a situação é de alerta.

“80% dos focos estão nas armadilhas, ou seja, estão controlados. Mas os outros 20% estão dentro das residências, em bromélias, calhas, potes, recipientes. Até agora, já tivemos três casos de dengue autóctone (transmitida dentro do município). O alerta continua sempre ligado, pois a qualquer momento pode haver epidemia”, afirma Nicoli.

Para combater a proliferação do mosquito, o Serviço de Vigilância Ambiental realiza ações intensivas junto à comunidade e ações intersetoriais com outros órgãos públicos e particulares.

Nas últimas duas semanas, durante os mutirões realizados com apoio do Exército foram visitadas mais de três mil residências que resultou na eliminação de grande quantidade de recipientes, potenciais focos do mosquito.

Também são realizadas ações em parceria com as secretarias de Educação (SED), Infraestrutura (Seinfra), Assistência Social (SAS), Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (Sama) e subprefeituras.

Entre as medidas estão visitas diárias de campo para fazer a identificação e contenção dos focos; coleta de lixo descartado indevidamente em terrenos e vias públicas; recolhimento de pneus e encaminhamento para locais adequados (como o ecoponto disponível na Subprefeitura Leste); visitas às escolas para orientação e conscientização de crianças e adultos; monitoramento semanal de aproximadamente 1,5 mil armadilhas instaladas em comércios e residências, em todas as regiões do município.

Segundo Nicoli, a cooperação da comunidade continua sendo essencial para o combate dos focos do Aedes aegypti e a consequente prevenção de doenças que podem ser fatais.

“Mesmo com a chegada do outono, a situação permanece crítica. Com as temperaturas mais baixas, as larvas do mosquito não se desenvolvem tão rápido, mas é preciso sempre estar em estado de alerta”, orienta. De acordo com levantamentos do Serviço de Vigilância Ambiental, os bairros mais críticos são o Boa Vista (196 focos), Itaum (103 focos), Jarivatuba (81 focos), Bucarein (82 focos) e Fátima (74 focos).

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