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VOGEL PAINÉIS
Radiografia sobre o potencial de consumo catarinense foi apresentada na terça-feira, em palestra no auditório da Mitra Diocesana de Joinville

CDL e Sindolojas lançam estudo inédito sobre comportamento do consumidor

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Os catarinenses devem consumir, entre produtos e serviços, R$ 196,7 bilhões em 2019. A maior parte deste dinheiro deve ser investida na reforma da casa (41%) e, depois, em cursos profissionalizantes (30%). Os dados fazem parte do Raio X do Consumo em Santa Catarina, desenvolvido pelo Instituto Locomotiva e Grupo RIC SC, em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Joinville e o Sindicato do Comércio Varejista de Joinville e Região (Sindilojas).

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O estudo faz uma radiografia sobre o potencial de consumo por faixa de idade e de renda, por regiões, os fatores que determinam e o comportamento durante a jornada de compra. O levantamento, inédito em Santa Catarina, foi apresentado pela primeira vez na noite desta terça-feira (19/3) para empresários e lideranças do segmento de comércio de Joinville. O estudo será apresentado também em Florianópolis, Itajaí, Blumenau, Chapecó, São José, Criciúma, Tubarão, Lages e Jaraguá do Sul.

Mulheres, adolescentes e 
pessoas com mais de 50 anos

O Raio X do Consumo em Santa Catarina revela que está no “bolso” das mulheres 38% do dinheiro para consumo, uma cifra que deve atingir R$ 69,7 bilhões este ano.

Já os adolescentes (entre 18 e 24 anos) devem movimentar R$ 13 bilhões neste mesmo período.

O público com mais de 50 anos (grey power), por sua vez, detêm R$ 71,7 bilhões para gastar em produtos e serviços.

O levantamento de dados chama a atenção, também, sobre a distribuição da renda: metade dos catarinenses tem renda de até R$ 1.800 mês e 90% dos trabalhadores ganham menos de R$ 4.600.

O palestrante da noite e presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, disse que a crise econômica que o Brasil atravessa desde 2014 fortaleceu o consumidor e o catarinense em especial, mais criterioso que o do resto do Brasil. “Trouxe um amadurecimento, uma radicalização na relação custo-benefício. Ele não abre mão da qualidade. Aquela história do ‘baratinho’ ficou para trás”, garante.

Foco no que une os consumidores

Segundo Meirelles, o desafio dos empresários do setor é atender à demanda de consumo reprimida. Na retomada da economia, os empresários devem concentrar a energia em entender o que une os consumidores e não mais as diferenças, como no passado. O elo entre eles, exemplifica, são família, hobbies, crença, idade, entre outros.

“A empresa que conseguir se posicionar ao lado do consumidor na retomada da economia são as primeiras a colher os frutos de um público que está cansado que consertar a geladeira ao invés de comprar uma nova, mas que agora tem as novas tecnologias como seu aliado na busca por informação. O consumidor está ‘ligado’ em tudo o que está acontecendo. Por isso exige comunicação e transparência”, ensina. “A máxima de que mentira tem perna curta foi tão verdadeira.”

Investimento de R$ 1 milhão

O Grupo RIC investiu R$ 1 milhão no desenvolvimento do Raio X do Consumo em Santa Catarina. Para o presidente executivo Marcello Corrêa Petrelli, o propósito do estudo é oferecer informação, ferramenta essencial para o desenvolvimento da sociedade.

Petrelli argumenta que os empresários precisam entender o consumidor, suas opiniões e necessidades para ser “mais assertivo” nos seus negócios em 2019 que, para ele, sinaliza o ano do começo da recuperação econômica. “É uma ferramenta, é um conteúdo valioso que a RIC está entregando gratuitamente”, afirma.

Opiniões

“A lição que ficou é que temos que nos colocar no lugar do consumidor para entendê-lo e oferecer o que ele procura e precisa. Essa é a palavra-chave: se colocar no lugar do consumidor”.

José Manoel Ramos, presidente da CDL de Joinville 

“O desafio do comércio é se reinventar. A nossa finalidade, como entidade, é dar essa ferramenta de trabalho para nosso associado. A evolução do comércio é muito grande e o lojista que não acompanhar está perdendo tempo e corre o risco de fechar as portas. A qualificação da mão de obra e adequação das lojas é fundamental.”
Raulino Esbiteskoski, presidente do Sindilojas de Joinville e Região

“Entendemos que para uma sociedade se desenvolver ela precisa de informação. Na conjuntura do Brasil que se vivia e a que se vive, é preciso entender que o novo contexto é esse, o consumidor, sua opinião, seus interesses e necessidades. A RIC enxerga que o ano de 2019 é o começo da recuperação econômica e buscou as informações no sentido de ter um perfil do consumidor catarinense e entregar para o empresário para que possa ser mais assertivo.”
Marcello Corrêa Petrelli, presidente executivo do Grupo RIC SC

(Com informações do Jornalismo do Grupo RIC. Fotos: Divulgação)

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