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VOGEL PAINÉIS

Opinião: Carlos Alberto Hang: Ser humano desbussolado…

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Carlos Alberto Hang

A maioria de nós, desde que é apresentada à luz da vida terrestre, até chegar ao fechamento da cortina, encerrando o último ato, vive desbussolada, isto é, sem um “norte”, sem saber onde se quer de fato ir e, quando o sabe, não entende como chegar lá, passando a vida numa desorientação suplantada por ações periféricas que maquiam resoluções.



de caminhos a seguir, sendo que muitos sabem para que direções gostariam de seguir, mas não tem uma bússola que os oriente claramente em que lugar se estabelece aonde querem chegar ou como fazer para virem a ser o que desejam.

Alguns têm sim uma eficaz bússola e sabem muito bem para aonde querem ir, mas por que não chegam lá muitos destes? Pois não basta saber para aonde se quer ir ou o que se deseja ser, mesmo tendo a bússola que oriente o caminho, mas estar preparado para os desafios que terá que enfrentar nesta caminhada.

Uma bússola pode mostrar para onde fica o Norte, mas ela não tem como nos informar quais os desafios que teremos até chegarmos lá. Existem então pessoas que sabem o que querem e onde está o que desejam, mas desistem do intento ao se depararem com as dificuldades da caminhada, pois não se prepararam para elas, seja enquanto consciência, seja por ação.

Temos que responder a tríade de questões sobre cada ação que desejamos tomar: primeiro devemos saber aonde queremos ir; segundo onde estamos em relação aonde queremos ir; terceiro como fazemos para chegarmos lá.

Estas questões devem ser respondidas com honestidade e esta se dará compatível com o autoconhecimento que cada um é detentor. Muitos dos nossos desejos são apenas aparentemente nossos ou temos somente certa participação efetiva neles, pois podem vir a serem motivados por uma alienação social, sendo como o outro quer e não necessariamente nós, iniciando aí a possibilidade de frustração futura quando se conquistar o que se buscou com tanto afinco.

São necessárias decisões para que possamos tomar ações e elas são peculiares a cada indivíduo que, conforme sua subjetividade poderá escolher a opção A e não a B ou C. Não podemos e nem devemos escolher pelo outro seus caminhos, seja de quem for, sejam filhos, cônjuges ou amigos, por exemplo.

Se um sujeito se encontra no meio do mar apoiado num tronco de árvore, o que ele deve querer naquele momento? Muitos dirão: “lógico que ele que ir para a terra firme”, sendo que não entendem estes que eles não podem afirmar a respeito da demanda do outro, pois ela é de foro íntimo. Quem pode afirmar que ele ali não venha a desejar permanecer até falecer? Mas caso ele realmente venha a desejar se deslocar à terra firme, ele precisará de uma bússola ou mapa para saber onde fica o continente mais perto e, após isto, precisará saber qual sua localização naquele exato momento para que não navegue à deriva, sendo que é o que muitos de nós fazemos durante a nossa vida, deixando “a vida nos levar”, sem norte, desbussolados, mesmo quando sabemos onde queremos ir.

Charles Chaplin dizia que “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios”, por isso devemos viver bussolados, orientados a respeito do que queremos para nós, do que somos e o que precisamos fazer para conseguirmos o que desejamos.

Ao nascermos, cada um de nós chegou com uma ampulheta marcando o seu peculiar tempo. Portanto, o tempo é o agora, o hoje, o hic et nunc, para tomada de ações. Sem lamentações sobre o tempo “perdido” (por falta de saber o que queria ou por frustrações provindas de tentativas outras), mas de seguir em busca de suas demandas agora bussolado, isto é, sabendo o que quer, onde está e quem é, o que deseja e como atuar para conseguir o que quer ter ou ser, alicerçado no nosce te ipsum (conhece-te a ti mesmo) para que os desejos seus não se confundam com doutros.

Resumidamente afirmo que é relevante sabermos para onde de fato queremos ir, pois como diz o ditado popular: “O vento nunca sopra a favor de quem não sabe para onde ir” e, somado a isso, onde estamos e quem somos, bem como o que precisamos para conseguirmos nosso intento. A palavra bússula devira do italiano “bussola” que significa “pequena caixa” a qual podemos simbolizar por nosso cérebro, centro de nossa psique, nossa alma. Que busquemos aprimorarmos esta pequena caixa (mente) para que ela esteja apta a apontar o “Norte” de nossos desejos de toda e qualquer ordem.

 

(Texto de autoria de Carlos Alberto Hang, psicólogo (CRP 11.931) e jornalista (03991), pós-graduado em psicopedagogia, especialista em Educação Infantil & Séries Iniciais; formado também em filosofia, história, letras, teologia, inglês, italiano, espanhol, trabalha com jornalismo desde 1994, ministrante de cursos e palestras, é Embaixador da Embaixada Universal da Paz – Genebra – Suíça – Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, é Cônsul de Joinville – Instituto Internacional Poetas del Mundo, detentor do Oscar Brasileiro by Grupo Jornalístico Ronaldo Côrtes de São Paulo) e membro honorário imortal da Academia de Ciências, Letras e Artes de Minas Gerais na cadeira 148. Só permitida a veiculação ou uso do texto acima mediante a nomeação do jornalista e autor do mesmo.

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Carlos Alberto Hang, psicólogo (CRP 11.931/SC) e jornalista (03991/SC), pós-graduado em psicopedagogia, especialista em Educação Infantil & Séries Iniciais; formado também em filosofia, história, letras, teologia, inglês, italiano, espanhol, trabalha com jornalismo desde 1994, ministrante de cursos e palestras, é Embaixador da Embaixada Universal da Paz - Genebra - Suíça - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, é Cônsul de Joinville - Instituto Internacional Poetas del Mundo, detentor do Oscar Brasileiro by Grupo Jornalístico Ronaldo Côrtes de São Paulo) e membro honorário imortal da Academia de Ciências, Letras e Artes de Minas Gerais na cadeira 148. Só permitida a veiculação ou uso do texto acima mediante a nomeação do jornalista e autor do mesmo.
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